
Na hora de acertar as contas com o Leão, dois pontos podem fazer diferença no bolso, os gastos com educação e saúde. Mas é bom ficar ligado, porque as regras são bem diferentes e nem tudo entra na conta para abater o imposto.
No caso da educação, dá para incluir despesas suas, dos dependentes e até de quem recebe pensão. Só que tem filtro: entram gastos com escola, faculdade, pós, cursos técnicos e ensino básico. Por outro lado, cursos de idiomas, academia, música, material escolar e reforço ficam de fora. E tem limite: o abatimento vai até R$ 3.561,50 por pessoa no ano.
Já na saúde, a história muda. Aqui não tem teto para dedução, o que pode aliviar bastante o valor final. Podem entrar gastos com consultas médicas, dentistas, psicólogos, exames, hospitais, próteses e plano de saúde. Mas nem tudo passa: despesas com farmácia, acompanhantes e procedimentos estéticos não entram nessa conta.
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Outro ponto que pode ajudar é a previdência privada. Quem tem plano do tipo PGBL pode abater até 12% da renda tributável, ideal para quem usa o modelo completo. Já o VGBL não dá desconto agora, mas pode ser vantajoso lá na frente, porque o imposto incide só sobre os rendimentos.
E ainda dá para dar um destino social a parte do imposto. É possível doar para fundos voltados a crianças, adolescentes e idosos direto na declaração. Mas atenção: nem toda doação vale para abatimento. Contribuições para igrejas, partidos ou doações informais, por exemplo, ficam de fora.
Para evitar dor de cabeça com a Receita, o caminho é simples: guardar recibos, notas fiscais e conferir todos os dados por pelo menos cinco anos. Assim, você foge da temida malha fina e ainda pode pagar menos imposto.
