
A comunidade artística de Salvador está de luto desde a noite de terça-feira (21), por conta da morte do bailarino Gilmar Sampaio. O homem foi encontrado morto dentro do próprio apartamento, o que deixou familiares e companheiros próximos abalados.
Por consequência, a Associação Afro-brasileira Casa do Mensageiro Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare (Afrocam) relatou que a causa da morte foi confirmada como causas naturais. Informações sobre o velório e sepultamento ainda não foram divulgadas até o momento.
Profissional querido
O falecimento de Gilmar foi lamentado por diversas organizações por seu trabalho e serviços prestados a dança e ao candomblé, no qual exercia o papel de sacerdote. Além disso, o artista também era conhecido pelo seu trampo como professor de ballet no Teatro Castro Alves, onde ficou por 35 anos.
Tendo o balé clássico e as danças afro-brasileiras como suas marcas registradas, Gilmar marcou a história da companhia pública de dança da Bahia com sua representatividade ancestral.
Nas redes sociais, ele se apresentava aos mais de 33 mil seguidores como publicitário, cantor e compositor. Em seu perfil, ele compartilhava publicações sobre cursos de balé intensivos, participações em eventos e bastidores da religião de matriz africana.
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Em nota, a babalorixá Rychelmy Imbirila, presidente da Afrocam, salientou que sua morte é uma "perda imensurável". A Fundação Gregório de Mattos (FGM) o classificou como "ícone da dança baiana e figura central na história do Balé Teatro Castro Alves (BTCA)".
Gilmar deixou nas memórias de pessoas próximas um legado de ensinamentos, alegria, conselhos e incentivo. Reverenciado como "mestre", e, agora, ancestral, pelos seguidores, a notícia da sua morte deixou o povo abalado.
