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pressão ao senado - 15/05/2026, 15:01 - Ane Catarine / Portal A Tarde

Garis de Salvador param atividades em protesto por piso salarial

Trabalhadores aderem a mobilização nacional e cobram apreciação do PL que estabelece salário mínimo da categoria

Categoria reivindica salário e outros benefícios
Categoria reivindica salário e outros benefícios |  Foto: Reprodução/ Secom/ Prefeitura de Salvador

Às vésperas do Dia do Trabalhador da Limpeza Urbana, celebrado em 16 de maio, garis e profissionais da limpeza urbana que atuam em Salvador aderiram a um movimento nacional e paralisaram as atividades nesta quinta-feira (15), como forma de pressionar o Senado Federal.

A categoria reivindica que os senadores coloquem em votação o Projeto de Lei 4146/2020, que cria um piso salarial nacional de R$ 3.036 e amplia direitos trabalhistas, incluindo vale-alimentação, cesta básica e plano de saúde.

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Na capital baiana, todos os profissionais da coleta de resíduos suspenderam as atividades. E a situação pode se repetir nos próximos dias, com possibilidade de greve, caso a pauta reivindicada não avance no Congresso Nacional.

Se isso acontecer, o impacto pode ser significativo, já que a coleta de lixo é um dos serviços mais essenciais para o funcionamento da cidade.

Esse alerta foi feito pelo dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Pública e Terceirizados da Bahia (Sindilimp-BA), Luiz Carlos Suíca, em entrevista ao portal A TARDE.

"Em alguns bairros de Salvador, a coleta de lixo já é horrível. Imagine depois de uma paralisação de 24 horas? Ainda não é greve, mas, se não surtir efeito daqui a dois ou três dias, isso vai se repetir em uma proporção maior", declarou Suíca.

Descaso ou morosidade?

O projeto de lei está parado há cerca de dois meses e meio no Senado, desde que foi enviado pela Câmara dos Deputados, em março deste ano.

Representantes sindicais aguardam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encaminhe o texto para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atualmente presidida pelo senador baiano Otto Alencar (PSD-BA).

Até o momento, porém, não houve avanço. Suíca e outros líderes sindicais chegaram a ir a Brasília nesta semana para uma reunião com Alcolumbre, mas afirmam que não foram recebidos:

“Neste momento, 60 senadores já assinaram o projeto pedindo urgência na votação. Davi Alcolumbre, no entanto, está procurando subterfúgios para não pautar. Chegou a marcar uma reunião com as lideranças nacionais nesta semana, mas sequer nos recebeu. É uma falta de respeito”, criticou.

Apoio de senadores baianos

Sem avanço nas conversas com Davi Alcolumbre, Suíca afirmou ter se reunido com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), que, segundo ele, vem apoiando a pauta da categoria ao lado de Otto Alencar.

“Otto está nos ajudando, mas não consegue avançar com o projeto porque aguarda Alcolumbre encaminhar o texto para análise da CCJ. Ao meu ver, o presidente do Senado é irresponsável ou responsável por todo esse possível acúmulo de lixo que pode ser visto nas cidades.”

O portal A TARDE entrou em contato com Otto Alencar e com a assessoria de Davi Alcolumbre para entender os motivos da demora na tramitação do projeto, mas ainda não obteve retorno.

Situação preocupa prefeito de Salvador

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a paralisação dos trabalhadores da limpeza urbana já traz impactos para a cidade.

"Quando acontece uma paralisação nacional como essa, traz consequências para a cidade. Vamos precisar de três a quatro dias para deixar a cidade, digamos assim, novamente zerada. Tudo o que não está sendo coletado hoje exigirá pelo menos três dias de coleta normal para que a situação seja regularizada", disse.

A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (15) durante conversa com a imprensa. Diante da situação, Bruno pediu a compreensão da população para manter a limpeza das ruas.

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