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Alerta na capital - 16/06/2026, 10:30 - Jaísa de Almeida

Doença de Chagas segue presente em bairros de Salvador, aponta estudo

Levantamento aponta risco de transmissão silenciosa

Levantamento indica circulação do parasita em comunidades da capital baiana
Levantamento indica circulação do parasita em comunidades da capital baiana |  Foto: Ilustrativa/ Shirley Stolze/Ag. A TARDE

A doença de Chagas segue presente em Salvador e pode estar circulando de forma silenciosa em alguns bairros da cidade. É o que aponta um estudo da Fiocruz Bahia, que encontrou evidências da presença do Trypanosoma cruzi, parasita causador da enfermidade, em comunidades da capital baiana.

O levantamento analisou amostras de sangue de 290 cães dos bairros Alto do Cabrito, Marechal Rondon e Pau da Lima. Os animais foram utilizados como sentinelas para ajudar a identificar locais sob risco de transmissão. Os testes detectaram anticorpos contra o parasita em nove cachorros.

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Os casos positivos foram registrados em Alto do Cabrito e Marechal Rondon, que apresentaram soroprevalência de 5,1%. Em Pau da Lima, os 113 cães avaliados tiveram resultado negativo. Outro dado observado pelos pesquisadores é que todos os animais com anticorpos tinham entre 5 e 15 anos de idade.

O que a pesquisa encontrou?

Em resumo, entre os principais resultados do estudo estão:

▶️ Nove cães com anticorpos contra o Trypanosoma cruzi;

▶️ Registros positivos apenas em Alto do Cabrito e Marechal Rondon;

▶️ Ausência de casos entre os animais avaliados em Pau da Lima;

▶️ Nenhum dos cães infectados apresentava sintomas da doença.

Áreas com vulnerabilidade social e saneamento precário, apresentam condições favoráveis à presença do barbeiro.

Feira de Santana também registrou casos

Os achados reforçam resultados de outra pesquisa realizada este ano na Bahia. Na cidade de Feira de Santana, 13 pessoas testaram positivo para a doença de Chagas durante uma ação de triagem cardíaca que avaliou 1.115 moradores.

O estudo também mostrou maior ocorrência da infecção entre pessoas que relataram ter visto barbeiros dentro de casa e apontou que a maioria dos casos envolvia moradores vindos de regiões baianas onde a doença é considerada endêmica.

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