
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, mostram que pessoas negras estão incluídas em uma maior taxa de desemprego do que pessoas brancas. A análise é referente ao primeiro trimestre de 2026.
Conforme os números divulgados, os primeiros três meses deste ano indicou 7,6% de taxa de desemprego das pessoas pretas. Em comparação, a média nacional é de 6,1%, sendo também 55% maior que o dos brancos, que sequer chegaram a 5% (4,9%).
A diferença representa um número maior ao do último trimestre de 2025 (52,5%) e nos três primeiros meses do ano passado (50%)
Desde que as pesquisas foram iniciadas, em meados de 2012, a taxa de desemprego de pessoas negras era maior que a dos brancos. A menor diferença já verificada pertence ao segundo trimestre de 2021, 43,6% superior.
Pardos também são desfavorecidos
Os pardos também tem um número desfavorável. Conforme o levantamento, a desocupação está em 6,8%, sendo 38,8% maior que a dos brancos. Quando a pesquisa foi iniciada, a diferença era 37,3%.
O menor nível foi de 33,3% no segundo trimestre do ano passado. O maior, 50,84%, no terceiro trimestre de 2023. No último trimestre de 2025, o desemprego dos pardos era 47,5% maior que o dos brancos.
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Formalidade de emprego
Pretos e pardos também ficam em desvantagem em relação aos brancos na formalidade do emprego, segundo a Pnad.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Na média nacional, a taxa de informalidade ficou em 37,3%. Essa é a proporção de trabalhadores ocupados sem garantias trabalhistas, como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Para os brancos, a informalidade foi de 32,2%; para os pardos, 41,6%; e para pretos, 40,8%.
Autoidentificação
A própria pessoa escolhe como quer se declarar para a Pnad. Diante disso, dados do primeiro trimestre de 2026 indicam que os pardos são maioria da população alvo.
Confira:
➡️ Pardos: 45,4%
➡️ Brancos: 42,5%
➡️Pretos: 11,1%
➡️ Amarelos (origem asiática) e indígenas não foram detalhados pela Pnad trimestral.
Comparação de gêneros
Ao comparar as taxas de desemprego de homens e mulheres, o IBGE mostra que a desocupação delas é 43,1% maior que a deles. No primeiro trimestre de 2026, o índice era de 7,3% para as mulheres. Entre os homens, 5,1%, abaixo da média nacional (6,1%).
Desde quando a pesquisa começou a ser feita, o desemprego das mulheres era 69,4% superior ao dos homens. A menor diferença foi registrada no segundo trimestre de 2020 (27%).
Já em relação à informalidade, a dos homens (38,9%) é maior que a das mulheres (35,3%).
Diferença por idade
O IBGE apresenta análises por faixa etária. O grupo de 14 a 17 anos apresenta a maior taxa de desocupação (25,1%).
“Os jovens são aqueles que aceitam mais os trabalhos que são temporários, aqueles com menor estabilidade, simplesmente para poder ingressar no mercado de trabalho e começar a construir o seu currículo”, analisa William Kratochwill.
Já as pessoas com 60 anos ou mais têm o menor desemprego, 2,5%:
“É a idade na qual as pessoas já começam a deixar o mercado de trabalho, são poucos aqueles que ainda persistem em conseguir alguma ocupação”.
