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QUE DIFERENÇA - 15/05/2026, 11:00 - Bruno Dias - Atualizado em 15/05/2026, 11:29

Desemprego atinge mais pessoas negras do que brancas, aponta IBGE

Dados são referentes ao primeiro trimestre de 2026

Pesquisa indica maior taxa de emprego para pessoas brancas
Pesquisa indica maior taxa de emprego para pessoas brancas |  Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, mostram que pessoas negras estão incluídas em uma maior taxa de desemprego do que pessoas brancas. A análise é referente ao primeiro trimestre de 2026.

Conforme os números divulgados, os primeiros três meses deste ano indicou 7,6% de taxa de desemprego das pessoas pretas. Em comparação, a média nacional é de 6,1%, sendo também 55% maior que o dos brancos, que sequer chegaram a 5% (4,9%).

A diferença representa um número maior ao do último trimestre de 2025 (52,5%) e nos três primeiros meses do ano passado (50%)

Desde que as pesquisas foram iniciadas, em meados de 2012, a taxa de desemprego de pessoas negras era maior que a dos brancos. A menor diferença já verificada pertence ao segundo trimestre de 2021, 43,6% superior.

Pardos também são desfavorecidos

Os pardos também tem um número desfavorável. Conforme o levantamento, a desocupação está em 6,8%, sendo 38,8% maior que a dos brancos. Quando a pesquisa foi iniciada, a diferença era 37,3%.

O menor nível foi de 33,3% no segundo trimestre do ano passado. O maior, 50,84%, no terceiro trimestre de 2023. No último trimestre de 2025, o desemprego dos pardos era 47,5% maior que o dos brancos.

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Formalidade de emprego

Pretos e pardos também ficam em desvantagem em relação aos brancos na formalidade do emprego, segundo a Pnad.

O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.

Na média nacional, a taxa de informalidade ficou em 37,3%. Essa é a proporção de trabalhadores ocupados sem garantias trabalhistas, como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

Para os brancos, a informalidade foi de 32,2%; para os pardos, 41,6%; e para pretos, 40,8%.

Autoidentificação

A própria pessoa escolhe como quer se declarar para a Pnad. Diante disso, dados do primeiro trimestre de 2026 indicam que os pardos são maioria da população alvo.

Confira:

➡️ Pardos: 45,4%

➡️ Brancos: 42,5%

➡️Pretos: 11,1%

➡️ Amarelos (origem asiática) e indígenas não foram detalhados pela Pnad trimestral.

Comparação de gêneros

Ao comparar as taxas de desemprego de homens e mulheres, o IBGE mostra que a desocupação delas é 43,1% maior que a deles. No primeiro trimestre de 2026, o índice era de 7,3% para as mulheres. Entre os homens, 5,1%, abaixo da média nacional (6,1%).

Desde quando a pesquisa começou a ser feita, o desemprego das mulheres era 69,4% superior ao dos homens. A menor diferença foi registrada no segundo trimestre de 2020 (27%).

Já em relação à informalidade, a dos homens (38,9%) é maior que a das mulheres (35,3%).

Diferença por idade

O IBGE apresenta análises por faixa etária. O grupo de 14 a 17 anos apresenta a maior taxa de desocupação (25,1%).

“Os jovens são aqueles que aceitam mais os trabalhos que são temporários, aqueles com menor estabilidade, simplesmente para poder ingressar no mercado de trabalho e começar a construir o seu currículo”, analisa William Kratochwill.

Já as pessoas com 60 anos ou mais têm o menor desemprego, 2,5%:

“É a idade na qual as pessoas já começam a deixar o mercado de trabalho, são poucos aqueles que ainda persistem em conseguir alguma ocupação”.

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