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Denúncias envolvendo israelenses na Bahia é investigado pelo governo

Jornalista denunciou importunação sexual no Farol da Bahia

Denúncias envolvendo turistas israelenses na Bahia é investigado pelo governo
Denúncias envolvendo turistas israelenses na Bahia é investigado pelo governo |  Foto: Igor Santos /Secom PMS / Divulgação

Denúncias de importunação sexual em Salvador e conflitos com turistas israelenses em cidades baianas trouxeram novamente à tona a série ‘Magic Malabi Express’. Gravada em Morro de São Paulo, a produção é apontada por críticos como responsável por supostamente reforçar estereótipos sobre as mulheres baianas e apresentar o estado como suposto destino de turismo sexual.

Na última sexta-feira (7), uma jornalista denunciou ter sido vítima de importunação sexual praticada por um turista israelense, no bairro da Barra, em Salvador. Já em Itacaré, moradores e ativistas relataram que um grupo de turistas israelenses tentou destruir e apagar, no dia 30 de outubro, um mural artístico em solidariedade ao povo palestino, pintado na parede de um casarão histórico da cidade.

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A influência da produção no turismo local é reconhecida por moradores e profissionais do setor. Em entrevista ao g1, no ano passado, o criador da série, Miki Geva, contou que a obra foi inspirada em um período de sua vida em que namorou uma brasileira e viajou para Morro de São Paulo.

Em 2025, Morro de São Paulo recebeu aproximadamente 15 mil visitantes israelenses, o equivalente a 21,36% do público internacional do destino, segundo dados da Secretaria de Turismo de Cairu.

Governo da Bahia acompanha denúncias envolvendo turistas estrangeiros

Diante da repercussão de denúncias envolvendo turistas israelenses na Bahia, relacionadas a possíveis práticas de intolerância e à sexualização das mulheres baianas, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) informou que acompanha com atenção os relatos de hostilidades envolvendo turistas e moradores nas regiões de Itacaré e Morro de São Paulo, bem como o episódio de apagamento de um painel artístico organizado pela Frente Palestina do Sul da Bahia e o relato de uma jovem soteropolitana que teria sido vítima de importunação sexual por turistas estrangeiros. Todos esses episódios são objeto de investigação da Polícia Civil.

Em articulação com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a SJDH sinalizou que está em contato com a jovem para prestar a devida assistência. Na próxima semana, ela será ouvida pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDDH).

Em relação aos relatos de possíveis práticas discriminatórias em estabelecimentos comerciais dessas regiões, o Procon-BA intensificará, junto com a SETUR, medidas preventivas junto aos profissionais do setor de turismo, por meio de ações de capacitação sobre os direitos de migrantes e estrangeiros em geral, além do combate ao racismo, ao sexismo, à discriminação racial, à xenofobia e a outras formas correlatas de intolerância.

“A Bahia é um estado acolhedor e democrático, e a atividade turística em nosso território deve ser pautada pela convivência harmônica, pela inclusão, pela cidadania e pelo respeito intransigente aos direitos humanos de todas e todos”, afirma o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas.

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