
Casos de demissões e assédio moral foram denunciados por funcionários da Ótima Transporte, conhecida popularmente como OT Trans, que estão na bronca com o posicionamento do sindicato. Ao Portal Massa!, trabalhadores comentaram que quem reclama das horas extras impostas pela companhia e carga horária excessiva entraram no radar.
Após relatarem que a alta cúpula do Sindicato dos Rodoviários, integrado pelo presidente licenciado Hélio Ferreira e pelo presidente em exercício Fábio Primo, solicitaram da empresa o desligamento dos empregados insatisfeitos com o atual cenário, o gestor esclareceu o posicionamento do sindicato em entrevista à reportagem.
“O que acontece é que um dirigente chamado Márcio Coelho, foi demitido dia 28 [de fevereiro], quando foi no dia 29, mais três dirigentes, sem motivos, foram e pararam a empresa [OT Trans]. A empresa está suscitando uma justa causa, só que o sindicato já se posicionou, o sindicato é contra as demissões, estamos tentando reverter as negociações, caso não consigamos, vamos judicializar”, relata Fábio Primo.
Questionado sobre a logística da carga horário de trabalho dos rodoviários, o presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, apontou que as denúncias são inverdades e explicou o funcionamento desse sistema.
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“Não temos banco de horas, e sim compensação. Nossa jornada é de 7h de trabalho e 20 minutos de descanso. Se ele fizer 5 horas, o dia dele tá pago, ele não deve nada. Se ele fizer hora extra, a empresa tem até 6 meses para compensar ou pagar. Essa questão é uma inverdade”, indica.
O Portal Massa! também procurou a OT Trans para saber esclarecimentos sobre este caso. Por meio de nota oficial, a assessoria de comunicação esclareceu essa situação.
“O Banco horas (compensação) é previsto na Legislação Trabalhista Lei 13.467 e no Acordo Coletivo de Trabalho desde 2020 (homologado no TRT). Já a jornada excessiva é improvável, seguimos a determinação das Ordens de Serviços da PMS - todas com critérios técnicos e dentro do previsto na jornada de trabalho. Sobre ex-empregados não podemos nos pronunciar - LGPD”, menciona a empresa.
