29º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Cidades

Várias queixas - 09/03/2023, 15:26 - Anderson Orrico- Atualizado em 09/03/2023, 16:33

Denúncia: Rodoviários na bronca com sindicato e empresa

Trabalhadores denunciam assédio e carga horária excessiva

Sindicato e empresa na mira dos rodoviários
Sindicato e empresa na mira dos rodoviários |  Foto: Divulgação

Os funcionários da Ótima Transporte, mais conhecida como OT Trans, entraram em contato com o Portal Massa!, nesta quinta-feira (9), para denunciar casos de demissões e assédio moral em retaliação aos rodoviários que fazem oposição ao sindicato. Aqueles que reclamam sobre horas extras impostas pela empresa e carga horária excessiva viraram alvos da empresa.

De acordo com as denúncias, a alta cúpula do Sindicato dos Rodoviários, formada pelo presidente licenciado Hélio Ferreira e pelo presidente em exercício Fábio Primo, está solicitando da empresa o desligamento dos empregados que estão “se rebelando” contra os mandos e desmandos e colocando a boca no trombone sobre os casos de perseguição e “escravização”.

Em carta aberta à categoria, um funcionário, que prefere não se identificar para não ser penalizado, contou que membros do sindicato foram até a garagem para uma reunião com o até então diretor de operações identificado como Edmilson e solicitaram a demissão de uma pessoa que estaria realizando as denúncias. Porém, como Edmílson se recusou a acatar o pedido, foi retirado do cargo e enviado para uma outra companhia como forma de punição.

Segundo informações da Associação de Apoio ao Sistema de Transporte e Mobilidade (ASTM), cerca de 20 rodoviários foram desligados nos últimos três meses e com suposto envolvimento do sindicato, inclusive diretores que atuavam contra as decisões que prejudicavam a categoria.

“Fizeram uma grande injustiça contra os diretores que estavam brigando pra acabar com o banco de horas. Essas horas dificilmente a empresa paga, devido ao peleguismo que se encontra hoje no sindicato. Alguns diretores não aceitaram a truculência do presidente Fábio Primo, que está deixando de proteger a categoria para defender as empresas de ônibus e a prefeitura. Pagamos nossa contribuição para que o próprio sindicato mande nos demitir”, protestou o presidente da ASTM, Joselito Moraes.

Ainda de acordo com as informações dos funcionários e documentos obtidos através do site do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia, alguns dirigentes do sindicato viraram servidores públicos municipais em abril de 2021, com salários de até R$ 25 mil, e por conta desse motivo “a categoria está abandonada”.

“É preciso fazer uma auditoria com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), Delegacia Regional do Trabalho, Receita Federal e Polícia Federal nas mensalidades que há muito tempo são arrecadadas pelo sindicato e nunca prestou contas. Onde está todo esse dinheiro? São quase R$ 400 milhões e não sabemos o que foi feito. Em outros sindicatos têm área de lazer, creche e benefícios para o trabalhador. Nós aqui não temos nada. Tem que investigar”, disse outro funcionário que também prefere não se identificar.

Na manhã de quarta-feira (8), quatro rodoviários dirigentes sindicais, demitidos sob alegação de justa causa, foram até o MPT para entrar com uma queixa por assédio moral, perseguição e impedimento das atribuições sindicais. De acordo com um vídeo publicado nas redes sociais, o grupo diz que “é surreal quatro diretores não poderem atender ao desejo e súplicas das categoria que está padecendo”. Eles reclamam também sobre a carga horária excessiva e afirmam que vários trabalhadores colocaram o nome na lista de corte porque não estão mais aguentando.

Ainda segundo a denúncia, tudo isso irá refletir na população e é uma tragédia anunciada. “Passamos isso para o MPT porque essa bomba vai estourar e eles terão que abraçar essa causa. Nós iremos pra luta, não vamos aceitar ceder pressões e chantagens. O prefeito vem a público mentir três vezes dizendo que resolveu a questão da CCN e não resolveu e Frabrizzio Muller não tem respeito nenhum à categoria. Não é justo que temos que pagar por isso”, relata revoltado um dos rodoviários demitidos.

Procurados pela equipe de reportagem, o sindicato ainda não havia se pronunciado e a empresa não foi encontrada até o fechamento da matéria.

Confira o vídeo enviado pelos rodoviários no MPT:

exclamção leia também