
Estudantes do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro do Arenoso, em Salvador, viverão no próximo mês uma imersão de conhecimentos no universo da arte e da cultura, por meio de oficinas de Pagode, Danças Urbanas e Vogue promovidas pelo Coletivo Afrobapho.
Durante a programação, que será realizada entre os dias 28 e 30 de setembro, das 10h20 às 11h50, os alunos terão contato com diferentes linguagens da dança, ampliando o acesso a experiências artísticas no território. Existente há 12 anos, o coletivo utiliza a dança, a música, o audiovisual e a performance como ferramentas de mobilização e transformação social.
“A gente acredita que é importante democratizar o acesso desse público a esse tipo de arte, principalmente porque o nosso coletivo é formado por um segmento de negros e LGBT. Então, de alguma forma dialoga com o público estudantil porque as linguagens que utilizamos, inclusive nas nossas expressões, conversam bastante com eles. Então, propomos essas oficinas para a direção e gestão do colégio, que abriram as portas para que a gente possa executá-las”, explicou Alan Costa, diretor-geral e idealizador do coletivo.
Ainda de acordo com Alan, a previsão é que já neste semestre outras atividades, a exemplo de ações educativas, processos de criação, apresentações, encontros e articulações com artistas, coletivos, instituições e projetos socioculturais, sejam realizadas em na capital baiana.
“Em setembro daremos continuidade ao nosso plano anual de ações continuadas. Nesse plano anual listamos algumas ações que vamos fazer gratuitamente para o público-geral. Algumas delas serão em espaços públicos”.
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Também conforme revelado pelo diretor-geral , o plano prevê mais de 50 ações, entre agosto de 2026 e junho de 2027, reunindo atividades de criação, formação, difusão, reflexão, circulação e intercâmbio. A programação pode ser conferida no perfil do Instagram afrobaphooficial.
Maitê Souza, professora de Danças Urbanas, esclareceu que, por meio das suas aulas, é possível promover linguagens capazes de conectar o aluno e o espectador com a professora. “Eu não sou de Salvador, eu sou de Irecê, no interior, e tudo que aprendi, tudo que eu tenho no meu corpo sobre danças urbanas, eu aprendi vendo, assistindo a galera da rua fazendo e reproduzindo. Então, o meu repertório ele se cria dessa forma”, explicou a professora.
Alan completou que a programação busca fortalecer a representatividade no setor cultural. “É uma oportunidade de fortalecer nossa rede, aproximar outros artistas e fazer com que mais pessoas, principalmente jovens negros e LGBTQIA”.

