
Final de ano vai se aproximando e com a alegria de receber aquele tão sonhado 13º salário. Mas você já sabe como usar o seu 'dindin' de forma consciente?
O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), Reinaldo Domingos, explica que "o 13º salário foi criado para ser uma gratificação de fim de ano, não uma forma de compensar erros financeiros ao longo do ano. O ideal é usá-lo para concretizar sonhos de curto, médio e longo prazos, mas, em casos extremos, pode ser necessário utilizá-lo para resolver dívidas".
Leia Também:
Também é importante lembrar que a chegada dessa renda extra coincide com o aumento dos gastos típicos de final de ano, como troca de presentes, ceia de Natal e viagens. Por isso, é necessário planejar não só as despesas de fim de ano, mas também considerar as obrigações financeiras previstas para o início de 2026, além de observar a vida financeira de forma geral, respeitando sempre o padrão de vida da família.
Se ligue nas dicas do que fazer com o seu 13º salário:
Se livrar das dívidas
Embora o dinheiro extra não devesse ser utilizado para quitar dívidas, o correto seria planejar e ter compromissos financeiros que caibam no orçamento mensal, é válido usar o 13º para ajudar nesse processo, mas com muita cautela. Antes de tomar qualquer atitude, é preciso entender o valor das dívidas, qual é o real fôlego para a negociação e buscar os credores.
Fazer compras
Sabe aquelas comprinhas de final de ano? Reinaldo explica que não é errado fazê-las. Contudo, isso precisa estar planejado com antecedência. Uma maneira eficaz de se organizar é destinar parte do orçamento mensal para as despesas de Natal e outras festividades. Dessa forma, o 13º pode ser inteiramente poupado e utilizado para outros objetivos de maior longo prazo.

Poupar e investir
Há pessoas que estão em uma "zona de conforto", ou seja, não possuem dívidas, mas também não fazem esforços para poupar. Para essas pessoas, é importante um alerta: é preciso agir com consciência, pois um passo em falso pode levar ao endividamento e até à inadimplência, principalmente por não ter uma reserva financeira.
Reinaldo Domingos aconselha: "Quem não tem dívidas, mas também não poupa, corre o risco de ficar vulnerável a imprevistos financeiros. É fundamental começar a guardar parte do 13º para criar uma reserva e proteger o futuro."
Cada pessoa é livre para usar o 13º salário como achar mais conveniente, mas, para aqueles que não têm dívidas, o ideal é reservar uma boa parte desse dinheiro para começar a formar a tão necessária reserva financeira e investir na realização de sonhos futuros.
