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Alegria! - 25/02/2025, 21:41 - Leilane Teixeira / Portal A Tarde

Foliã paraplégica sai de São Paulo para curtir o Pipoco com Léo Santana

Há sete anos, festa momesca se tornou tradição na vida de Heloísa Silva Há sete anos, festa momesca se tornou tradição na vida de Heloísa Silva

Heloísa não perde a festa desde 2018
Heloísa não perde a festa desde 2018 |  Foto: Leilane Teixeira / Portal A Tarde

Que o pré-Carnaval e o Carnaval de Salvador reúnem milhares de artistas e turistas, todo mundo sabe. Mas, além disso, a festa momesca tem se tornado também um espaço de inclusão.

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Heloísa Silva, de 40 anos, é paraplégica e saiu de São Paulo sozinha para seguir o Pipoco com Léo Santana, do início ao fim do Circuito Orlando Tapajós (Ondina/Barra). Ao Grupo A TARDE, ela contou que não perde a festa desde 2018. Heloísa conta que o amor nasceu ainda na infância, ao assistir a transmissão na televisão.

A advogada revelou ainda que foi a única sobrevivente de um ataque que deixou sete mortos. Ela ressignificou a tragédia, vendo no carnaval de Salvador uma forma de se divertir e sentir que tudo é possível.

"Eu fui baleada quando tinha 2 anos. O ataque de traficantes onde eu morava deixou 7 pessoas mortas. Desde essa época, eu não ando mais. Mas sempre fui bem resolvida e entendi que isso não poderia me limitar. E o carnaval de Salvador me traz justamente esse sentimento de felicidade e liberdade. Desde muito nova eu assistia na TV a transmissão e ficava encantada com tudo que via. Até que há 7 anos eu vim pela primeira vez. De lá pra cá, não parei mais e nunca vou deixar de vir", conta, feliz.

E se engana quem acha que Heloísa curte apenas um dia. Presente no Pipoco nesta terça, ela conta que já esteve no Furdunço, Fuzuê e vai ficar em Salvador durante todo o Carnaval. Ao ser questionada sobre seu artista baiano preferido, a resposta, claro, não poderia ser outra: Léo Santana.

"Todo ano eu passo cerca de 20 dias em Salvador nesse período. Aproveito o pré-Carnaval, o Carnaval e o pós. Fico em camarote, na pipoca... Aproveito de todas as formas. Meu artista preferido é Léo Santana, sou muito fã dele. Mas de forma geral, gosto de tudo que toca aqui".

Respeito e segurança

Heloísa conta que sempre tem o respeito dos foliões. Segundo ela, todos abrem passagem e, quando está tumultuado, chegam a fazer uma roda para protegê-la.

"Muita gente não acredita, mas não me sinto insegura aqui. Todo mundo me respeita, me sinto confortável e segura".

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