
Depois de anos de espera, o Fantasmão finalmente voltou a dominar a avenida, e quem cresceu ouvindo Edcity viveu um momento de pura explosão emocional nesta Quarta-feira de Cinzas (18), no arrastão da Barra-Ondina. A apresentação compensou a frustração do Carnaval, quando o cantor não conseguiu puxar sua pipoca devido às condições do trio oferecido.
Entre os fãs que “botaram pra quebrar”, o folião Bruno Reis, resumiu o sentimento de uma geração inteira. Ele acompanha o Fantasmão há mais de 20 anos, desde a saída do cantor do Parangolé, e ficou quase duas décadas sem curtir o Carnaval como gostaria. Este ano tentou voltar, mas o cancelamento da pipoca adiou o sonho mais uma vez.
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A frustração, segundo ele, foi gigante, mas a vitória veio na quarta:
“A gente esperou quase 20 anos pela volta. Hoje tá saindo e vai ser tudo lindo. Tô ansioso pelas antigas… é pra descer quebrando!”

História que perdura
Quem também vibrou foi Luciane Lucia Santos, a Mãe Luzi, circuladora social das periferias e funcionária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres. Para ela, o Fantasmão tem um significado que atravessa bairros, histórias e identidades.
“A periferia precisa ser ouvida e acolhida. Eles são o melhor de Salvador e fazem parte de nós. É evidente que o povo tava ansioso. Ele é como nós.”

A estreia no arrastão, após tantos perrengues e expectativas acumuladas, coroou o Carnaval do Fantasmão. E quem esperou duas décadas, saiu da Barra com a sensação de missão cumprida.
