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Fique sabendo! - 20/06/2023, 07:30 - Da Redação

Tratamento de queimados inclui uso de “pele” de origem animal

Aplicações à base de colágeno bovino ou suíno e transplante de pele humana estão entre os procedimentos disponíveis na Bahia

Reconhecido nacionalmente, o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Geral do Estado (HGE) é uma das unidades de tratamento de queimaduras mais bem equipadas do País, contando com centro cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O centro, que integra a rede de assistência da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), terá reforço da equipe durante o período de São João, com intuito de garantir a assistência a vítimas de queimaduras e acidentes com fogos de artifício e fogueiras.

Dotado de instalações físicas projetadas levando em consideração as necessidades dos pacientes com queimaduras, o CTQ conta com uma equipe formada por cerca de 200 profissionais, disponível 24 horas, treinada especificamente para o tratamento de queimaduras.

Imagem ilustrativa da imagem Tratamento de queimados inclui uso de “pele” de origem animal
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Ocupando um andar inteiro do HGE 2, o CTQ disponibiliza tecnologia avançada e recursos especializados para proporcionar um atendimento eficiente e de alta qualidade. “Estamos comprometidos em oferecer cuidados especializados e abrangentes aos pacientes com queimaduras, buscando sempre os melhores resultados de recuperação e reabilitação”, destaca o diretor do HGE, Márcio Quintiliano.

Além dos tratamentos tradicionais, o CTQ também utiliza matrizes dérmicas – “peles” artificiais formadas por colágeno bovino ou suíno – no tratamento de queimaduras profundas, principalmente na face e nas mãos. Assim como os materiais feitos a partir de tecidos animais, a pele humana também pode ser utilizada no tratamento. Elas são encaminhadas para o HGE pelos bancos de pele da Santa Casa do Rio Grande do Sul e da Universidade de São Paulo (USP).

Marcus Barroso
Marcus Barroso | Foto: Leonardo Rattes/GOVBA

O médico Marcus Barroso, coordenador do CTQ, explica que pele de tilápia ainda não está liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Só podemos utilizar como protocolo experimental de pesquisa”, esclarece.

O primeiro transplante de pele feito no CTQ ocorreu em março de 2019. O procedimento foi feito em uma jovem, na época com 16 anos, que em um acidente de carro teve as duas pernas e um braço queimados. A pele doada veio do Hospital das Clínicas da USP.

A paciente precisou ficar internada no HGE por dois meses e seu tratamento foi considerado um sucesso pela equipe. “Ela foi a primeira a fazer o transplante de pele no HGE, evoluiu muito bem depois da cirurgia, teve a mobilidade normalizada nos membros atingidos pela queimadura e não apresentou nenhuma sequela funcional”, acrescenta Barroso.

O médico explica que, quando um paciente chega ao hospital, pode ser necessário passar pela balneoterapia, procedimento em que é realizada a limpeza e descontaminação do local. Se houver a recomendação de transplante de pele, o procedimento é feito quando o quadro de saúde do paciente é estabilizado.

Atendimentos

Dados da Sesab apontam que, no HGE, o total de atendimentos de queimados em junho fica acima da média anual, por causa das festas da época. O coordenador do CTQ conta que já chegou a atender pacientes que caíram em fogueiras. “Um deles estava andando de bicicleta, se desequilibrou e caiu”, lembra. “Ele apresentava sinais de embriaguez e não conseguiu se levantar rapidamente, o que fez aumentar a extensão da queimadura.” Ele recomenda que as pessoas fiquem atentas quando estiverem próximas a chamas.

O alerta é reforçado pelo soldado do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia Alan Serra. Em relação aos fogos de artifício, ele ressalta que devem ser comprados apenas em locais credenciados para o comércio deste tipo de artefato. “Quando se fala em fogueiras, o cuidado deve ser ao acender, não utilizando combustíveis, montado-as com, no máximo, um metro de altura e em locais afastados de casas e da rede elétrica.”

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