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Teleatendimento -

Saiba como acessar o serviço gratuito de saúde mental para mulheres

Cerca de 100 mil teleatendimentos mensais estão disponíveis

Acesso ao teleatendimento vai tornar prático a medida
Acesso ao teleatendimento vai tornar prático a medida |  Foto: Ilustrativa/Olga Leiria/Ag. A TARDE (Arquivo)

O Ministério da Saúde passou a disponibilizar, a partir desta semana, 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o Brasil. A iniciativa também contempla outros familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A medida amplia o acesso à proteção e ao cuidado, para que nenhuma mulher precise enfrentar situações de vulnerabilidade sozinha. As consultas remotas contemplam todos os estados brasileiros, além da inclusão de outro público como, mães, tias, avós, irmãs e outros familiares.

As notificações de violência física, psicológica, sexual ou financeira contra mulheres, registradas por serviços de saúde públicos e privados, passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025 — um aumento de mais de 100% em dez anos.

Os números reforçam a urgência de ampliar o acolhimento e garantir escuta e assistência humanizada.

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Passo a passo para acessar o serviço

Para acessar o atendimento, é preciso entrar no aplicativo Meu SUS Digital, com a conta gov.br. Na plataforma, a usuária deve clicar em “Miniapps” e selecionar "Acolhe Mais + - Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres".

Em seguida, será direcionada para a plataforma da AgSUS, onde fará o cadastro e será direcionada de acordo com o seu caso: está vivendo ou viveu algum tipo de violência ou é cuidadora de alguém.

Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até a data agendada, ela receberá lembretes e, no dia, o link para acessar o teleatendimento.

Atendimento

No caso de violência, no primeiro contato, serão avaliados possíveis riscos, a rede de apoio e as principais demandas da mulher. Cada pessoa poderá realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário.

Ao final das sessões, a pessoa poderá ser encaminhada para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede. O CAPS também pode ser procurado diretamente.

O teleatendimento está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A rede de profissionais é composta por psicólogos mulheres, para que as pacientes se sintam mais seguras e confortáveis.

Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190.

Já para os casos graves que não exijam intervenção emergencial naquele momento, profissionais responsáveis pela articulação do cuidado com os serviços de saúde do território poderão realizar os encaminhamentos necessários, de acordo com as necessidades identificadas.

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