
Todo mundo que fica gripado é logo recomendado a tomar aquele velho conhecido comido laranja que ‘derrete’ na água, mas o que ninguém sabe é que algumas marcas contém tanto sódio e aditivos que ao invés de trazer melhorias, podem causar danos à saúde. Especialistas alertam que o consumo rotineiro do suplemento sem orientação médica pode não ser tão benéfico para o organismo.
Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Proteste, com marcas de suplementos do mercado, mostra que os comprimidos apresentam alto nível de aditivos e sódio, e a ingestão de vitamina C em excesso pode favorecer a formação de cálculos renais, inclusive em quem já tem predisposição. De acordo com o estudo, o valor médio de sódio em comprimidos efervescentes no mercado é de 243mg, o que corresponde a 12% do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Considerando que a Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de até 2.000 mg de sódio por dia, esse valor representa 12% da ingestão total do nutriente, o que é bastante expressivo”, diz a especialista da Proteste Adrielle Rodrigues.
Os lotes analisados foram das marcas Redoxon, Vit Care, Raia Vitamina, Benegripe e Vitaxon.
“Vale lembrar que um mesmo aditivo pode estar presente em mais de um alimento ou suplemento que o consumidor ingere regularmente, podendo aumentar também a possibilidade de alguma reação alérgica”, alerta a especialista
Avalie melhor o rótulo de suplementos alimentares
Quando for comprar um suplemento na farmácia, é bom olhar a recomendação de uso para saber a quantidade e a frequência certa para o consumo, e estar atento à faixa etária indicada no rótulo, visto que a dose recomendada varia conforme a idade.
Adrielle também reforça que é necessário se atentar à lista de ingredientes no rótulo, principalmente se for alérgico a corantes, que costumam estar presentes nos suplementos alimentares.
Outra informação que é essencial para utilizar corretamente o suplemento alimentar é a recomendação de uso no rótulo, incluindo a quantidade e a frequência de consumo para grupo populacional. Benegrip, por exemplo, não informa a frequência para se tomar o efervescente, o que pode dificultar o entendimento do consumidor. Já o Vit Care e Vitaxon não mostram a idade indicada na recomendação de uso, e sim em outras seções do rótulo.
