
O aneurisma dissecante da aorta é uma doença silenciosa e muitas pessoas passam anos com um quadro ‘assintomático’ até o momento da ruptura. Esse foi o caso da jornalista Wanda Chase, que faleceu aos 74 anos, na madrugada de quinta-feira (3), vítima da enfermidade.
A doença ocorre quando há um rompimento na camada interna da aorta, a principal artéria do corpo. Essa ruptura pode acontecer tanto na região torácica quanto na abdominal e é caracterizada por dor intensa e súbita. Ela também pode apresentar outros sintomas como falta de ar, paralisia ou fraqueza em um dos braços.
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A intensidade da dor e a rápida progressão dos sintomas destacam a importância de procurar atendimento médico especializado imediatamente, pois essa patologia é considerada grave e requer diagnóstico e intervenção com urgência, evitando que o paciente chegue a óbito. Porém, mesmo com cirurgia, as chances de complicações são altíssimas.
Por ser uma condição potencialmente fatal, a detecção precoce e o tratamento rápido são cruciais para salvar vidas. Com consultas periódicas ao cardiologista, é possível identificá-la precocemente, realizar o tratamento adequado e evitar suas complicações.
Prevenção é o melhor remédio
Em conversa com o Portal MASSA!, o cardiologista Dr. Paulo Roberto Souza contou um pouco mais sobre a cirurgia e revelou as formas de prevenir a doença.

“Não fumar, controle adequado da pressão arterial, hábitos de vida saudáveis como alimentação e atividade física e acompanhamento regular com cardiologista, muitas vezes com diagnóstico precoce de aneurisma de aorta, realizando avaliação periódica e em caso de crescimento progressivo ou dilatação acentuada, indicado cirurgia precoce”, explicou o cardiologista.
Em relação ao tratamento cirúrgico, existem duas abordagens possíveis, definidas conforme o tamanho e localização do aneurisma, bem como possíveis complicações em outros órgãos decorrentes da dissecção.
“A cirurgia aberta (tradicional) é um procedimento de alta complexidade, com elevado risco de complicações e óbito. A outra possibilidade é a cirurgia endovascular, com implante de uma prótese por cateter, que é muito menos invasiva e tem riscos um pouco menores”, detalhou o profissional.
No caso de Wanda Chase, ela passou pela cirurgia de peito aberto, onde seu coração foi retirado temporariamente para tratamento e mantido por um suporte mecânico. No entanto, ao ser reinserido, o corpo da jornalista não respondeu bem, levando ao seu falecimento.
*Sob a supervisão do editor Jefferson Domingos