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Atenção redobrada - 31/03/2023, 12:28 - Anderson Orrico

Dengue acende alerta na Bahia; confira os cuidados

Infectologista dá dicas de como se cuidar e quais os sintomas

Proliferação dos mosquitos preocupa
Proliferação dos mosquitos preocupa |  Foto: Reprodução/Sesab

Nesta época do ano os casos de dengue aumentam significativamente acendendo o alerta epidemiológico da secretaria de Saúde. O último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), apontou 11.001 casos prováveis de dengue no estado.

Esse número é 40,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (alta de 3.146 casos). No momento, 29 municípios baianos apresentam um comportamento epidêmico para a doença e estão sendo monitorados.

A reportagem do Portal Massa! entrou em contato com o médico infectologista doutor Robson Reis parar tirar todas as dúvidas referentes à doença e os tratamentos mais adequados.

De acordo com o médico, atualmente a classificação clínica dada à doença é dengue e dengue com complicações. Já os tipos são causados pelos vírus classificados de um a quatro. “Isso não identificamos no paciente no dia a dia, somente em protocolos de pesquisas nos laboratórios centrais para identificar qual o vírus está circulando. O paciente que faz exame no posto ou hospital ele não identifica qual o vírus é. O tratamento será o mesmo, independente de vírus”, explica ele.

Os pacientes com dengue podem apresentar diversos quadros clínicos, desde a forma leve, até as mais graves, podendo levar a óbito. Geralmente os sintomas mais comuns são a febre, que inicia de forma alta com 38,5, dor no corpo e dor de cabeça.

“Outros sintomas podem aparecer e aí acende o sinal de alerta. Paciente com falta de ar, dor abdominal intensa, prostração, sangramentos ao escovar os dentes e ao urinar são alguns sinais de gravidade”, revela Robson.

A orientação médica em caso de contaminação com o vírus de dengue é que o paciente se hidrate muito, medicamentos sintomáticos para dor e febre e muito repouso. É necessário também ficar atento aos sinais de alerta, porque caso apresente, precisa retornar com urgência à unidade de saúde.

“É importante chamar a atenção do paciente que as complicações surgem entre o quinto e sexto dia de doença. Ela podem surgir a qualquer momento, porém é mais comum nesse prazo. É nesse período que o paciente começa a melhorar e abandona a orientação de medicação e é justamente aí que aparece o risco maior. Os pacientes que apresentam critérios de gravidade são internados e monitorizados, muitas vezes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, alerta o infectologista.

Os cuidados para evitar a proliferação dos mosquitos transmissores da dengue é outra preocupação do médico, que ressalta a importância das medidas dos governos municipais, estaduais e federal, mas também o empenho de toda população para que isso seja contido.

“Cabe a todos vigiarmos para que não deixemos recipientes com água parada, como tampa de refrigerante, vasilhas para alimentos de animais porque tudo isso podem acumular ovos do mosquito da dengue. Nos bairros que faltam muito água, precisam ter cuidado com tanques e baldes destampados e piscinas abandonadas em bairros nobres. Então cabe a todos o cuidado e também fiscalizar os seus vizinhos para conscientizar sobre o assunto”, reforça Robson Reis.

“Além disso, cabe aos gestores públicos desenvolverem medidas para evitar os criadouros dos mosquitos. É importante também as medidas de combate através dos fumacês e de ações do controle de zoonoses. Tudo isso são medidas importantes e precisam ser reforçadas”, conclui.

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