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Em Salvador - 30/07/2023, 12:09 - Da Redação - Atualizado em 30/07/2023, 15:19

Projeto oferece cursos de música e formação de Orquestras Afrobaianas

Inscrições para o projeto Ponte Para a Comunidade vão rolar até o dia 6 de agosto

Projeto pretende formar oito Orquestras Afrobaianas
Projeto pretende formar oito Orquestras Afrobaianas |  Foto: Divulgação

Estão abertas até o dia 6 de agosto as inscrições para o projeto Ponte Para a Comunidade que pretende formar oito Orquestras Afrobaianas ligadas às entidades Banda Didá, bloco Cortejo Afro, Afoxé Filhos de Gandhy, Grupo Étnico Cultural, os blocos Ilê Aiyê, Malê Debalê e Olodum, além da Pracatum, formando oito polos de ensino de música. As inscrições podem ser feitas pelo site da Casa da Ponte. .

O projeto foi lançado na quarta-feira (26), em evento realizado no Espaço das Arcadas do Museu de Arte Modena da Bahia (MAM-BA), com a participação de autoridades, artistas, das instituições parceiras do projeto e contou ainda com um pocket show da Orquestra Afrosinfônica. O Ponte Para a Comunidade é um projeto da Casa da Ponte Maestro Ubiratan Marques, viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, e conta com patrocínio do Nubank.

Para o maestro Ubiratan Marques o projeto é uma reverência à ancestralidade. “A realização do Ponte Para a Comunidade é um agradecimento às instituições e para elas. Sem elas nós não existiríamos. Vamos lá para aprender a ensinar”, explica Bira Marques como é carinhosamente chamado. Ele indica ainda que a meta do projeto é atender gratuitamente cerca de 1.300 alunas e alunos de várias idades na cidade do Salvador.

“Esse projeto vai atender a nossa comunidade em Pirajá, bairro marcado pela violência. Vejo a iniciativa como se fosse um reflorestamento cultural e ancestral”, afirmou Alberto Pitta, fundador do Bloco Cortejo Afro, instituição parceira do projeto Ponte Para a Comunidade.

Faz parte do escopo do projeto a capacitação dos mestres e mestras de percussão das oitos instituições parceiras para regência e a realização do processo de introdução à música por meio dos instrumentos de cordas, sopros, percussão sinfônica e popular, de banda base, e de canto e coral, para que ao final de todo o processo, resulte na formação de oito Orquestras Afrobaianas, sendo uma por comunidade atendida.

POLOS DE ENSINO

• Centro Histórico/Pelourinho – Didá | Gandhy | Olodum | Casa da Ponte

• Candeal/Brotas – Pracatum

• Curuzu/Liberdade – Ilê Aiyê

• Pirajá – Cortejo Afro

• Bairro da Paz – Grupo Étnico

• Itapuã | Malê Debalê

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