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Atenção, responsáveis! -

Curso gratuito ensina a proteger crianças de violência sexual

Em muitos desses casos, a própria criança ou adolescente conta espontaneamente

A formação, disponível gratuitamente na plataforma Farol 1817
A formação, disponível gratuitamente na plataforma Farol 1817 |  Foto: Imagem ilustrativa - Reprodução/Canva

O Disque 100 (Disque Direitos Humanos), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, registrou mais de 53 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no primeiro semestre de 2026, um aumento de quase 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em muitos desses casos, a própria criança ou adolescente conta espontaneamente o que está vivendo a um adulto de confiança. E a forma como esse primeiro relato é acolhido pode influenciar diretamente a proteção da vítima e o encaminhamento adequado do caso.

Para preparar educadores e outros adultos a agir diante dessas situações, o Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI) e o Farol 1817 lançam o curso online e gratuito Revelação Espontânea.

A formação, disponível gratuitamente na plataforma Farol 1817, busca ampliar o acesso à capacitação de adultos que podem receber relatos de violência contra crianças e adolescentes em diferentes contextos.

O que é uma revelação espontânea

Diferentemente de um depoimento formal, a revelação espontânea costuma surgir de maneira inesperada, durante uma conversa, uma brincadeira ou uma atividade cotidiana.

Sem orientação adequada, muitos adultos podem reagir com choque, fazer perguntas invasivas, repetir questionamentos ou prometer guardar segredo.

Embora bem-intencionadas, essas atitudes podem gerar desconforto na criança, influenciar seu relato e dificultar procedimentos de proteção e cuidados necessários.

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Para quem é o curso

Com 23 aulas e carga horária de 22 horas, o curso Revelação Espontânea reúne especialistas em educação, direito, psicologia e proteção das infâncias para abordar, de forma prática:

  • Como identificar, acolher e encaminhar uma revelação espontânea;
  • Como se portar no momento, aprendendo o que perguntar e o que evitar;
  • Quais são os fluxos de encaminhamento para a rede de proteção;
  • A diferença entre o papel dos profissionais e o papel das instituições na rede de proteção, evitando a confusão frequente entre responsabilidades individuais e institucionais;
  • O que prevê a legislação de proteção à infância, incluindo o ECA Digital.

A formação tem como foco professores, gestores escolares, educadores e profissionais do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, conselheiros tutelares, equipes técnicas de unidades de atendimento, catequistas, agentes de pastoral, lideranças comunitárias e demais profissionais do Sistema de Garantia de Direitos e adultos que convivem com crianças e adolescentes.

A proposta é fortalecer a atuação desses profissionais e adultos de referência para acolher relatos de violência de forma responsável e contribuir para que cada situação receba a devida atenção e atendimento adequado.

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