
Cinco policiais foram presos por cometer crimes durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, no mês passado. As prisões foram feitas pela Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com a corporação, as detenções ocorreram após análises das imagens captadas pelas câmeras corporais dos agentes. Segundo a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (CDDHC), as investigações apontam indícios de que um dos policiais teria roubado um fuzil para revender a traficantes.
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“Os indícios revelados pelas câmeras corporais, incluindo o furto de um fuzil possivelmente destinado à revenda para criminosos, segundo as investigações, apenas confirmam o que a CDDHC alertava desde aquela manhã sangrenta: além do número inaceitável de mortes, a operação foi marcada por graves violações e por práticas incompatíveis com qualquer política de segurança pública responsável”, diz a nota da comissão.
A CDDHC também informou que pelo menos metade das câmeras corporais não estava funcionando no dia da megaoperação, que resultou na morte de 122 pessoas.
