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Previdência - 08/05/2024, 09:05 - Da Redação - Atualizado em 08/05/2024, 09:28

PF deflagra operação contra grupo que fraudava benefícios no INSS

Cerca de 30 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador e Vera Cruz

PF deflagrou operação contra grupo que fraudava benefícios no INSS
PF deflagrou operação contra grupo que fraudava benefícios no INSS |  Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal, em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social, deflagrou a Operação Psicose na manhã desta quarta-feira (8), visando desarticular organização criminosa que fraudava benefícios por incapacidade na Bahia.

As investigações tiveram início há cerca de dois anos, quando se identificou a existência de diversos benefícios previdenciários concedidos de maneira fraudulenta mediante a apresentação de atestados médicos com conteúdo falso perante a perícia do INSS.

Cerca de 30 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador e Vera Cruz. Os envolvidos responderão pela prática dos crimes de Associação Criminosa e Estelionato Previdenciário, com penas que, se somadas, podem chegar a mais de nove anos de prisão.

Cerca de 30 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador e Vera Cruz
Cerca de 30 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador e Vera Cruz | Foto: Divulgação/PF

Os atestados e relatórios médicos identificados diziam respeito a doenças vinculadas a transtornos mentais, sem que houvesse a devida justificativa clínica para sua elaboração. Foi identificada a atuação de intermediários, que faziam a ligação entre os pretensos beneficiários e os médicos, que forneciam os atestados, relatórios e receitas, de forma indevida. Os intermediários também promoviam o acompanhamento dos beneficiários até agências do INSS no interior do estado, fazendo-se presentes durante a perícia para auxiliá-los no momento da avaliação.

Ao longo das investigações, constatou-se que diversas pessoas que se beneficiaram dos atestados médicos suspeitos e obtiveram benefícios previdenciários, estavam, na realidade, saudáveis e exercendo atividades profissionais normalmente, trabalhando como motoristas de aplicativo, gerente de obras, entre outros empregos.

Até o momento foram identificados pelo menos 100 benefícios fraudulentos, sendo que o prejuízo causado ao INSS supera os R$ 6 milhões. De acordo com os cálculos do Ministério da Previdência, caso os benefícios irregulares continuassem a ser pagos, o rombo causado poderia chegar em R$ 68 milhões.

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