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Operação Illusio - 14/11/2023, 09:42 - Da Redação

PF combate facção criminosa que atua no contrabando de cigarros

São cumpridos 59 mandados por mais de 165 agentes

Ação policial aconteceu nesta terça-feira (14)
Ação policial aconteceu nesta terça-feira (14) |  Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal e com a cooperação do Ministério do Trabalho, deflagrou na manhã desta terça-feira (14), a Operação Illusio de combate a organização criminosa que atua na falsificação e contrabando de cigarros de marcas paraguaias, descaminho de maquinário utilizado na fabricação de cigarros, tráfico de pessoas, trabalho escravo, falsificação e uso de documentos falsos, crime contra as relações de consumo, crime contra os registros de marcas e lavagem de dinheiro.

Está sendo cumprida medida de sequestro de bens e valores contra 38 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, num total de R$ 20 milhões. Mais de 165 policiais federais estão cumprindo 11 mandados de prisão preventiva, 13 mandados de prisão temporária e 35 mandados de busca e apreensão em residências, galpões e empresas nas cidades de Manaus, Capim Grosso, Belo Horizonte, Divinópolis, Itaúna, Nova Lima, Nova Serrana, Pará de Minas, Pitangui, São Gonçalo do Pará, Barueri, Carapicuíba, Indaiatuba, Osasco, Santana de Parnaíba, São Caetano do Sul, São Paulo, Taiuva e Nova Ipixuna.

Operação Illusio da Polícia Federal
Operação Illusio da Polícia Federal | Foto: Divulgação/PF

A partir de investigação realizada pela PF e acompanhamento do esquema criminoso pela Receita Federal, foi possível identificar toda a cadeia de produção dos cigarros clandestinos na região de Divinópolis, além de toda a organização criminosa envolvida no esquema de fabricação de cigarros paraguaios falsos.

Foi revelado que a quadrilha, chefiada por um empresário de Barueri, cooptava trabalhadores no Paraguai e os traziam para fábricas clandestinas no Brasil, na região de Divinópolis, em Minas Gerais, onde eram submetidos a condições de trabalho análogas à escravidão, com a liberdade tolhida, permanecendo reclusos, sob vigília, e incomunicáveis por vários meses. Ainda tinham seus telefones confiscados e eram impedidos de ter qualquer acesso ou contato com o mundo exterior. Eles sequer sabiam o local em que se encontravam, pois eram conduzidos até as fábricas com olhos vendados.

A distribuição dos cigarros falsos era feita em caminhões com a ocultação destes produtos, atrás de cargas de calçados produzidos na região de Nova Serrana, também em Minas.

Os presos responderão por um ou mais dos seguintes crimes: organização criminosa, contrabando de cigarros, descaminho de maquinário, tráfico de pessoas, trabalho escravo, falsificação e uso de documento particular falso, crimes contra as relações de consumo e lavagem de dinheiro.

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