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POLICIA - 14/10/2022, 18:42 - Tabitha Gomes - Atualizado em 14/10/2022, 23:44

Ostentando nas redes sociais, empresários de eventos são investigados

Sócios e representantes de uma empresa apresentaram evolução patrimonial meteórica e chamam a atenção da PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Fair Play que investiga um grupo empresarial suspeito de movimentar, aproximadamente, R$ 156 milhões, supostamente em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a economia popular, lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com a PF, são apurados crimes ocorridos no período de 2021 a 2022 e que ainda persistem. O crime é conhecido como "golpe do empréstimo".

Durante a ação são cumpridos sete mandados de prisão temporária e 18 ordens judiciais de busca e apreensão nas cidades de Manaus/AM, Boa Vista/RR, Belém/PA e Natal/RN. Um dos envolvidos foi preso em Aracaju/SE, onde passava férias. Além dos mandados, foi determinado o bloqueio de bens e valores das pessoas físicas e jurídicas investigadas, tal como o sequestro de bens móveis e imóveis que, eventualmente, estejam em sua posse.

Ainda segundo a polícia, os sócios e representantes, por sua vez, apresentaram evolução patrimonial meteórica, enquanto ostentavam um alto padrão de vida em redes sociais, morando em condomínios de luxo, realizando viagens nacionais e internacionais e adquirindo veículos e embarcações também de luxo.

A polícia constatou que eles atuam nos mais diversos segmentos comerciais, que envolviam desde à promoção de eventos a fim de divulgar suas atividades, a exemplo da realização de shows com atrações nacionais na cidade de Manaus (AM), campeonatos de pescaria, patrocínio de equipe de e-sports, até a compra e venda de automóveis.

Após a instauração de Inquérito Policial para apurar os fatos, a Polícia Federal confirmou que a empresa investigada busca atrair, em especial, servidores públicos e aposentados.

Os crimes em apuração vão desde crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular, lavagem de dinheiro a organização criminosa, entre outros, cujas penas máximas somadas ultrapassam 30 anos de prisão.

Nome da operação é uma alusão à conduta ética exigida na prática de esportes, que preza pela atuação em conformidade com as regras estabelecidas. Da mesma forma, essa operação policial tem como objetivo revelar a atuação irregular de grupo empresarial no ramo de investimentos financeiros, fornecendo aos órgãos de controle e regulação subsídios para repressão administrativa, cível e penal.

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