
Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, morreu na madrugada desta quinta-feira (16) após uma trocação com forças de segurança na zona rural da cidade de Catu, no interior da Bahia. Ele era apontado como “Ás de Ouros” do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e era procurado pela Justiça.
A ação aconteceu durante o cumprimento de um mandado de prisão expedido após a condenação a 29 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira. A decisão havia sido definida em júri popular realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Na abordagem na área rural do município, houve troca de tiros entre “Maquinista” e equipes policiais que atuavam na operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Baleado no confronto, Marílio chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Com ele, foram apreendidos arma de fogo e munições. A ocorrência segue sob apuração.
Julgamento Mãe Bernadete
O júri popular que resultou na condenação aconteceu na quarta-feira (14). Além de “Maquinista”, Arielson da Conceição dos Santos também foi sentenciado pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos.
Enquanto esteve foragido, a defesa de Marílio contestou a decisão judicial. Em entrevista exclusiva ao MASSA!, o advogado Marcos Rudá Neri afirmou que o cliente não teria participação no crime e negou que ele fosse o mandante.
"A defesa vai recorrer da decisão por entender que não existem provas contundentes para a sua condenação. Não existe prova concreta da participação dele como mandante. Não há nada no processo que ligue Marilio ao crime", alegou à reportagem.
Com informações do repórter Bruno Dias, do MASSA!.
