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SEGURANÇA PÚBLICA - 16/04/2023, 10:18 - Da Redação

Mais de 20 policiais militares foram presos por invasão em Brasília

Ato terrorista ocorreu em janeiro

Invasão deixou vários objetos destruídos
Invasão deixou vários objetos destruídos |  Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

A invasão à Praça dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, contou com a participação de militares golpistas, como apontam as investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa. Dois baianos estão na lista dos 23 policiais militares presos por participarem dos atentados golpistas.

Todos foram encaminhados ao 19º Batalhão da Polícia Militar, que é a unidade de custódia de presos militares. Até o começo deste mês de abril, a carceragem já recebeu 24 policiais, entre eles, o ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, que é delegado da Polícia Federal.

Segundo o site Metrópoles, a maior parte dos policiais presos pela invasão à Praça dos Três Poderes são da Polícia Militar do Distrito Federal. Segundo a reportagem, seis PMs da corporação de Brasília acabaram atrás das grades. Um dos PMs é Cláudio Mendes dos Santos, major da reserva que teve papel de destaque no acampamento que pediu por golpe de Estado em frente ao Quartel-General do Exército de Brasília, por mais de 60 dias.

O major Cláudio comandou os atos golpista usando o título para reforçar os discursos a favor de uma intervenção militar.

O PM fugiu do DF logo após a invasão aos prédios da Praça dos Três Poderes, mas acabou preso pela Polícia Federal no âmbito da 9ª fase da Operação Lesa Pátria em 23 de março.

Além de Cláudio, mais cinco integrantes da PMDF foram presos: o Coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral; Capitão Josiel Pereira Cesar, ajudante de ordens do comando-geral; Major Flávio Silvestre de Alencar, investigado por liberar o acesso dos extremistas ao STF; Tenente Rafael Pereira Martins, investigado por omissão; Coronel Jorge Eduardo Naime, ex-comandante de Operações.

Os estados de Minas Gerais e São Paulo tiveram cinco policiais presos, cada um. Também foram capturados dois PMs da Bahia e dois da Paraíba, além de um PM do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Goiás. Até o começo deste mês, o 19º Batalhão de PM contava com cinco militares ainda presos. Entre aqueles da PMDF, Jorge Eduardo Naime e Cláudio Mendes permanecem detidos.

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Suprema Corte o acesso integral aos documentos e relatórios que apuram omissão de policiais militares nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. No requerimento, o órgão afirma que pretende formar um entendimento completo do quadro probatório” dos fatos.

A apuração do MPF, por meio do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, avaliou que houve uma “incapacidade operacional” da PMDF no dia dos atos. Segundo o entendimento do grupo, isso aconteceu, principalmente, por três fatores: o afastamento simultâneo dos principais oficiais da PM no período, a ausência de atuação efetiva dos substitutos e a “omissão dolosa das tropas” que estavam em campo no momento das invasões.

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