
A saidinha temporária de fim de ano na cidade do Rio de Janeiro acabou virando dor de cabeça para o sistema prisional. Levantamento divulgado pelo portal EXTRA aponta que 992 presos do regime semiaberto não retornaram às unidades dentro do prazo determinado pela Justiça em 2025. Entre eles, estão os ‘cabeças caras’ do Comando Vermelho (CV).
Leia Também:
A maior parte das liberações aconteceu no período do Natal. Ao todo, 1.848 detentos deixaram as cadeias com autorização judicial e tinham até o fim da noite da terça-feira (30) para se reapresentar. Parte desse grupo descumpriu a ordem, não deu as caras e, agora, passa a ser tratado oficialmente como foragidos, e é aí que o bicho pega.
Pela lei, a saída temporária é concedida a presos do semiaberto que já cumpriram parte da pena e mantêm bom comportamento. O benefício tem prazo máximo de sete dias e ocorre em datas específicas, definidas pelo Judiciário.
Ao longo de 2025, a Justiça do Rio autorizou cinco saídas: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal. Nessas datas, deixaram os presídios, respectivamente, 1.456, 1.260, 1.672, 1.756 e 1.848 internos.
Dados da Secretaria de Administração Penitenciária mostram que 635 dos presos que não retornaram têm ligação com o Comando Vermelho. O número representa cerca de 65% de todas as evasões registradas no ano, o que acende um alerta nas forças de segurança do estado.
Entre os nomes que constam na lista de foragidos está Roger Pereira Moizinho, conhecido como Macarrão. Apontado como um dos chefes do CV em Minas Gerais, ele acabou preso em 2021, suspeito de envolvimento em vários homicídios. Macarrão cumpre pena de 11 anos e seis meses por tráfico de drogas, estava no semiaberto desde maio e não voltou após a saidinha do Dia dos Pais. Desde então, segue sendo procurado.
