
Acusado do desaparecimento dos ex-funcionários Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Lima Muniz, de 25, o empresário Marcelo Batista optou pelo silêncio durante o julgamento nesta segunda-feira (13), no Fórum de Sussuarana, em Salvador.
Além do dono do ferro-velho, o soldado da Polícia Militar Josué Xavier Pereira também manteve a estratégia e não falou sobre o caso.
O processo apura o desaparecimento e a suposta morte de Daniel e Matusalém. A dupla trabalhava no ferro velho que pertence a Marcelo Batista, no bairro de Pirajá, às margens da BR-324.
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou a denúncia como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Antes do interrogatório dos réus, já haviam sido ouvidas testemunhas de acusação e defesa.
Relembre o caso
No dia 4 de novembro de 2024, os funcionários do ferro-velho, Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Lima Muniz, de 25, desapareceram. Há suspeitas de que Marcelo teria torturado e matado os jovens dentro de um galpão do estabelecimento, acreditando que eles o estariam roubando.
Até o momento, os corpos das vítimas não foram encontrados. Marcelo se entregou à polícia em junho de 2025 e respondia em liberdade provisória, após pedir desculpas ao júri e, segundo a Justiça, demonstrar arrependimento.
Além disso, Marcelo Batista responde a nove processos na Justiça do Trabalho por descumprimento de pagamento, assédio sexual e tortura no ‘ferro-velho do terror’.
