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CALADO CONSENTE? - 13/04/2026, 13:59 - Wiliam Falcão

Caso ferro-velho: Marcelo e policial ficam em silêncio em julgamento

Processo apura o desaparecimento e a suposta morte de Daniel e Matusalém

Empresário Marcelo Batista
Empresário Marcelo Batista |  Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Acusado do desaparecimento dos ex-funcionários Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Lima Muniz, de 25, o empresário Marcelo Batista optou pelo silêncio durante o julgamento nesta segunda-feira (13), no Fórum de Sussuarana, em Salvador.

Além do dono do ferro-velho, o soldado da Polícia Militar Josué Xavier Pereira também manteve a estratégia e não falou sobre o caso.

O processo apura o desaparecimento e a suposta morte de Daniel e Matusalém. A dupla trabalhava no ferro velho que pertence a Marcelo Batista, no bairro de Pirajá, às margens da BR-324.

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou a denúncia como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Antes do interrogatório dos réus, já haviam sido ouvidas testemunhas de acusação e defesa.

Relembre o caso

No dia 4 de novembro de 2024, os funcionários do ferro-velho, Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Lima Muniz, de 25, desapareceram. Há suspeitas de que Marcelo teria torturado e matado os jovens dentro de um galpão do estabelecimento, acreditando que eles o estariam roubando.

Até o momento, os corpos das vítimas não foram encontrados. Marcelo se entregou à polícia em junho de 2025 e respondia em liberdade provisória, após pedir desculpas ao júri e, segundo a Justiça, demonstrar arrependimento.

Além disso, Marcelo Batista responde a nove processos na Justiça do Trabalho por descumprimento de pagamento, assédio sexual e tortura no ‘ferro-velho do terror’.

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