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Dupla identidade? - 08/09/2023, 22:56 - Da Redação - Atualizado em 09/09/2023, 01:47

Brasileiro mata mãe dos filhos e se identifica como mulher após crime

Fernando Alves Ferreira passou a se identificar como mulher após matar vítima em Bariloche, na Argentina

No momento do crime, a condenada não se identificava como mulher e utilizava o nome de batismo Fernando
No momento do crime, a condenada não se identificava como mulher e utilizava o nome de batismo Fernando |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça da Argentina condenou a brasileira Amanda Alves Ferreira, de 29 anos, à prisão perpétua, nesta quinta-feira (7). Ela é acusada do assassinato de Eduarda Santos de Almeida, na cidade de Bariloche, em 2022. No momento do crime, a condenada não se identificava como mulher e utilizava o nome de batismo, Fernando Alves Ferreira.

A vítima era mãe de dois filhos de Amanda, considerada culpada por um júri popular. Segundo o jornal argentino La Nación, o juiz Juan Martín Arroyo prorrogou a prisão preventiva da acusada até o trânsito em julgado da sentença. A defesa de Amanda afirmou que a prisão perpétua é inconstitucional.

Como resposta, o Ministério Público Argentino argumentou que a modalidade não é vitalícia no país e permite acesso à liberdade condicional. Em outra oportunidade, a defesa disse que a mulher tinha ideias paranoicas no momento do crime.

"O psiquiatra disse estritamente que não houve afetação ou perda de realidade", afirmou o procurador Gerardo Miranda, segundo o La Nación.

O Crime

A vítima tinha 27 anos e foi encontrada morta em uma trilha na região turística de Circuito Chico, em Bariloche. Ela apresentou vários hematomas e nove marcas de tiros no corpo. O crime de homicídio foi confessado por Amanda após a prisão.

"Gostaria de receber apoio psicológico e me declaro culpado pela morte de Eduarda Santos. Sou responsável. Não planejei, mas tive a opção, considerando que minha vida estava em perigo. Desculpe, mas minha vida veio em primeiro lugar", disse na época.

A defesa alegou também que o crime não poderia se tratar de um feminicídio, já que o réu se identifica como mulher. "Não há feminicídio porque não estamos na presença de um homem", afirmou o advogado Nelson Vigueras. Em julho deste ano, o júri decidiu pela acusação de homicídio doloso premeditado, afastando o agravante da violência de gênero.

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