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Que luta, viu! - 06/11/2023, 13:28 - Anderson Orrico e Silvânia Nascimento - Atualizado em 06/11/2023, 14:32

Advogada solta detalhes do processo de guarda da filha de Sara Mariano

Família de Sara está sem contato com a criança desde o seu desaparecimento

Protesto foi realizado em frente ao Fórum Ruy Barbosa nesta segunda-feira
Protesto foi realizado em frente ao Fórum Ruy Barbosa nesta segunda-feira |  Foto: Olga Leira / Ag. A Tarde

A luta da família de Sara Mariano para ter contato com a filha dela continua. A advogada Sarah Barros, responsável pelo processo que está sendo movido na Justiça pela guarda da menina, revelou ao Portal MASSA!, nesta segunda-feira (6), detalhes de como está correndo o pedido.

“A gente fez, inicialmente, um pedido de convivência, que seria necessariamente pra que a avó tivesse um contato imediato, pra gente entender como está a menor, o que foi contado, o que é que ela sabe de fato que aconteceu, o que é que disseram a ela pro pai dela estar preso, o que é que disseram a ela contar a ela como a mãe dela faleceu, de que forma isso foi feito, e aí ter um apoio, inclusive, de uma psicóloga que fizesse esse contato inicial, pra gente entender como é que tá o psicológico dessa criança”, contou Sarah.

A advogada também disse que a intensão é saber como era a convivência da menina com o pai e se ela presenciava situações de brigas entre o casal.

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“Também não sabemos como era o dia a dia desse casal com essa filha, então a gente tem provas já contundentes de que Sara sofria violência moral e psicológica. A gente não tem provas ainda de agressão física, mas ela acabou sendo assassinada através do feminicídio, então, essa criança, o que é que era feito? Essa criança também sofria, ela convivia, ela via? A gente já tem um áudio da menor pedindo a mãe para se separar, dizendo que o pai dizia muitas coisas feias. Então a gente precisou fazer todo um arcabouço de provas, para aí sim, agora, a gente fazer realmente esse pedido de guarda para que a gente tome as devidas providências com relação a isso”, destacou.

Sarah Barros também afirmou que há grandes possiblidades da guarda ser dada à família da mãe.

“Temos uma lei específica que trata de casos de feminicídio acerca da destituição do poder familiar. Então essa ação inclusive é contra o próprio genitor, porque ele que teria esse direito necessariamente à guarda, mas através dessa lei que traz realmente que homens que cometeram feminicídio perdem o poder familiar, necessariamente ele perdendo, a família paterna também perde. É um trâmite que demora mais, mas inicialmente, provisoriamente, a gente pede que essa criança fique na posse e na guarda da família materna. Tendo em vista inclusive que ela está tendo sua vida privada exposta através de carta. Ela é menor de 11 anos, então neste momento ela precisa sair desse seio, desse local de trauma e ser resguardada”, disse.

Dolores Freiras, mãe de Sara Mariano, reclama que a família de Ederlan não está deixando a criança ter contato com a família da mãe. Segundo a advogada, a última vez que a avó materna teve acesso a menor foi na quinta-feira, quando Ederlan estava na delegacia registrando o desaparecimento.

“Ela conseguiu pegar o celular do pai e mandar áudios escondidos para a avó, dizendo a ela que estava com saudade, que amava muito e que estava muito preocupada com o desaparecimento da mãe e que a avó orasse para que a mãe dela retornasse”, completou.

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