27º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Política

Caos! -

Vídeo: veja discussões entre ministros no julgamento de Alexandre de Moraes

Trocas de acusações e respostas ríspidas marcaram a sessão do Supremo

Ministros criaram confusão no plenário do STF
Ministros criaram confusão no plenário do STF |  Foto: Rosinei Coutinho/STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) foi palco de uma série de bate-bocas entre ministros nesta terça-feira (15), durante a sessão que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por causa de supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As discussões envolveram Alexandre de Moraes e André Mendonça, Gilmar Mendes e Mendonça, além de Flávio Dino e Edson Fachin. Luiz Fux também entrou em um dos debates sobre a atuação da Polícia Federal.

Moraes e Mendonça trocam acusações

Um dos momentos mais tensos ocorreu durante o confronto entre Moraes e Mendonça.

Moraes afirmou ter testemunhas de que Mendonça teria pedido para que seu nome fosse incluído em uma investigação. O ministro também acusou o colega de estar ligado a um grupo político que, segundo ele, tentou dar um golpe no país.

“Eu tenho testemunhas que o ministro André em reunião disse [...] que inclua o ministro Alexandre [na investigação]. Por que? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”, afirmou Moraes.

Mendonça reagiu imediatamente.

“Você mente. Pode chamar, eles vão mentir”, respondeu o ministro.

Em outro momento da discussão, Moraes questionou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”. Mendonça respondeu: “Não é questão de medo, não”.

“Eu não estou perguntando à vossa excelência”, retrucou Moraes.

“Mas eu estou lhe respondendo”, rebateu Mendonça.

Moraes então voltou a acusar o colega de ter pedido providências para incluí-lo em uma colaboração premiada. Mendonça repetiu diversas vezes que a afirmação era falsa.

“Isso é mentira”, disse Mendonça.

“Vamos chamar as testemunhas, então? Pode chamar quem quiser”, respondeu Moraes.

Gilmar chama Mendonça de “leviano”

Outro confronto envolveu Gilmar Mendes e André Mendonça.

Gilmar questionou a condução do processo e afirmou existir um “viés político-eleitoral” na forma como os autos foram conduzidos. O ministro citou a divulgação das informações sobre Moraes antes do 7 de Setembro.

“Há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os autos foram conduzidos nesse inquérito. Escolha de data, 7 de setembro, envolvendo essa Corte em campanha eleitoral. Isso não se faz”, afirmou.

Leia Também:

Em seguida, Gilmar chamou Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral”.

O relator do caso reagiu durante a fala.

“Vossa excelência está sendo leviano”, disse Mendonça.

Gilmar pediu que o colega aguardasse sua vez de falar e continuou as críticas.

“Vossa excelência não tem a palavra e vai escutar com tranquilidade. Há evidente condução político-eleitoral. Isto não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”, afirmou.

Mendonça respondeu: “Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”.

Gilmar rebateu: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.

O ministro também afirmou que “até a máfia tem ética” ao criticar a condução do caso.

Dino questiona Fachin

Antes dos bate-bocas entre Moraes, Mendonça e Gilmar, Flávio Dino também protagonizou um embate com o presidente do STF, Edson Fachin.

Dino questionou a decisão de Fachin de assumir a condução de processos relacionados ao caso Banco Master. Para o ministro, a mudança poderia abrir espaço para uma concentração de poder na presidência da Corte.

“Se nós aceitarmos a avocatória, presidente, nós estaremos abrindo uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar”, afirmou Dino.

Fachin respondeu que não havia retirado a relatoria de nenhum ministro e afirmou que os autos foram encaminhados à Presidência para que o plenário analisasse decisões conflitantes.

“Eu me sinto destinatário de uma aleivosia vinculando-me à defesa da avocatória. Isso não faz jus à história do ministro Dino, não faz jus à minha história”, disse Fachin.

Na abertura da sessão, o presidente do STF havia pedido serenidade aos integrantes da Corte.

“Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima, o confronto pessoal não”, disparou.

Fux e Gilmar discutem atuação da PF

Gilmar Mendes também criticou a possibilidade de afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e classificou a medida como uma “falta de noção” e um “vexame”.

“Qualquer cidadão que tenha um mínimo de noção do que significa a Polícia Federal [...] não faria afastamento de um diretor-geral da polícia”, afirmou Gilmar.

Luiz Fux interrompeu e defendeu a atuação da Segunda Turma do STF no episódio. Segundo ele, os ministros identificaram possíveis desvios de finalidade na atuação da PF.

“O que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário, instrumentalizar pessoas para sustentar posições contra o Poder Judiciário”, disse Fux.

O ministro ainda afirmou: “Temos hoje uma PF paralela com monitoramento de ministros. Não pense que Vossa Excelência está salvo, não, ministro”.

exclamção leia também