Veja os perfis completos dos candidatos ao governo da Bahia

Disputa pelo cargo ocorrerá em outubro de 202

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PEGUE A VISÃO - 26/07/2026, 11:20 - Da Redação e Cássio Moreira/Portal A Tarde- Atualizado em 26/07/2026, 11:41

Os 11.321.005 eleitores baianos aptos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), escolherão, no dia 4 de outubro deste ano, pela continuidade do governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato à reeleição, ou por um novo ocupante para o Palácio de Ondina, a partir dos primeiros dias de janeiro de 2027.

Caso nenhum dos nomes na disputa eleitoral consiga atingir os 50%+1 exigidos pela legislação eleitoral, os dois candidatos mais votados disputarão o segundo turno, no dia 25 de outubro.

O Grupo A TARDE traçou um perfil completo dos nomes anunciados até o momento. Apesar da possibilidade de alteração das candidaturas até a primeira quinzena de agosto, como prevê a Justiça Eleitoral, o cenário atual caminha para a consolidação nas próximas semanas.

Quem são os candidatos ao governo da Bahia?

Até o momento, cinco partidos indicaram pré-candidaturas ao governo da Bahia para as eleições de outubro: PT (Jerônimo Rodrigues), União Brasil (ACM Neto), Psol (Ronaldo Mansur), Democracia Cristã (José Estevão) e Unidade Popular (Aroldo Félix).

Além das legendas citadas, o Agir sinalizou, ainda no primeiro semestre, a intenção de lançar a candidatura de Pastor Renatinho ao Palácio de Ondina, mas não avançou as discussões até o momento.

Pré-candidatos ao governo da Bahia:

  • Jerônimo Rodrigues (PT);
  • ACM Neto (União Brasil);
  • Ronaldo Mansur (Psol);
  • José Estevão (DC);
  • Aroldo Félix (UP).

Trajetória resumida dos candidatos a governador da Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT), engenheiro agrônomo de formação, professor universitário da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), e governador da Bahia desde janeiro de 2023, tentará um novo mandato nas urnas, tendo os feitos da sua gestão e a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como principais bandeiras.

ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, tenta pela segunda vez chegar ao executivo estadual, após ser derrotado por Jerônimo em 2022. Tem a sua gestão na capital e temas como segurança pública e saúde como bandeiras principais.

Ronaldo Mansur (Psol), escolha do Psol para a disputa estadual, é presidente da sigla no estado e tenta manter valendo a independência da legenda no âmbito estadual, embora vá apoiar a candidatura de Lula para a reeleição no Planalto.

José Estevão, do partido Democracia Cristã, ainda vive um dilema em torno da sua pré-candidatura, que chegou a ser retirada, em uma ‘virada de mesa’ interna da legenda, mas foi novamente colocada a postos. Será sua primeira experiência nas urnas.

Aroldo Félix, da Unidade Popular, tem uma trajetória política construída na contramão dos demais candidatos. Nascido em João Pessoa, Paraíba, o professor e sindicalista foi candidato ao governo de Sergipe em 2022, mas alterou seu domicílio eleitoral para a Bahia e colocou o seu nome para o Palácio de Ondina.

Jerônimo Rodrigues (PT): governador da Bahia tenta busca reeleição

Eleito em 2022 com 4.480.464 (52,79%) votos, Jerônimo Rodrigues (PT) terá sua candidatura à reeleição sacramentada no início de agosto, em convenção que ainda pode contar com a presença do presidente Lula.

Jerônimo Rodrigues (PT) é candidato à reeleição
Jerônimo Rodrigues (PT) é candidato à reeleição | Foto: Uendel Galter/AG. A TARDE

Seu vice, Geraldo Júnior (MDB), será novamente seu companheiro de chapa, tendo Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) como candidatos ao Senado.

Das salas de aula à Secretaria de Educação da Bahia

Nascido na pequena Aiquara, em 3 de abril de 1965, Jerônimo Rodrigues, filho de um vaqueiro e uma costureira, decidiu que as salas de aula decidiriam os rumos da sua vida. Logo trocou o roçado pela academia, se formando em engenharia agronômica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Jerônimo foi além, se tornando mestre Desenvolvimento Rural, também pela UFBA, e especialista em Desenvolvimento Territorial Sustentável. O engenheiro agrônomo virou professor na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), posto do qual está licenciado pelo exercício de governador da Bahia.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, sua única sigla, desde o início dos anos 1990, Jerônimo sempre foi membro ativo do partido, usando a sua militância nos bastidores e conciliando com a vida acadêmica.

Sua atuação lhe levou a ocupar o cargo de secretário nacional do Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário, dentro do governo Dilma Rousseff (PT), além de outras missões no governo Jaques Wagner (PT), na Bahia.

Sua experiência acadêmica foi o pontapé para a sugestão que mudaria a estrutura do governo baiano, quando sugeriu, já durante a gestão de Rui Costa (PT), a criação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), voltada para a execução de políticas para o ‘homem’ do campo, sendo também o primeiro titular da pasta.

Em 2019, primeiro ano do segundo mandato de Rui, Jerônimo assumiu a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, dando início a um processo de reestruturação física das unidades de ensino em todo o estado, adotando também o modelo de educação em tempo integral.

O sucessor de Jaques Wagner e Rui Costa

Jerônimo, apontado como um político de articulação e bastidores, se tornou candidato a governador em meio a um imbróglio interno iniciado com a desistência do senador e ex-governador Jaques Wagner (PT), pré-candidato ao Palácio de Ondina até o início de 2022.

Jerônimo Rodrigues e Lula
Jerônimo Rodrigues e Lula | Foto: Joá Souza | AG. A TARDE

Wagner sinalizou à militância seu desejo de permanecer no Senado, sem tentar retornar ao executivo, dando a vez para o também senador e ex-governador Otto Alencar, do PSD, que rejeitou a proposta para disputar a reeleição no Congresso.

Jerônimo então passou a ser uma das opções do PT, ao lado de Moema Gramacho, na época ainda filiada ao partido e prefeita de Lauro de Freitas no quarto mandato, e Luiz Caetano, hoje novamente prefeito de Camaçari, mas secretário estadual de Relações Institucionais (Serin) na ocasião.

O nome de Jerônimo foi escolhido em um movimento claro de renovação de lideranças do PT, bandeira que tem sido levantada por diferentes correntes da sigla nos últimos anos.

Como candidato, Jerônimo reverteu a imagem de desconhecido, se tornando o ‘escolhido’ de Wagner, Rui e Lula, que tentava voltar ao Planalto. A dobradinha ‘Jerônimo e Lula’, assim como a promessa de manter e expandir os legados dos antecessores petistas, impulsionaram sua campanha, que cresceu ao longo dos meses.

Jaques Wagner e Rui Costa são pré-candidatos ao Senado na chapa de Jerônimo
Jaques Wagner e Rui Costa são pré-candidatos ao Senado na chapa de Jerônimo | Foto: Raphael Muller | AG. A TARDE

Enfrentando ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador e tido como favorito no início da disputa, Jerônimo quase conseguiu ser eleito ainda no primeiro turno, atingindo 49,45% dos votos.

A vitória seria confirmada no segundo turno, quando os 4.480.464 votos lhe deram o status de segundo governador com a maior votação da história da Bahia, atrás apenas de Rui Costa (PT), em 2018.

As conquistas e desafios de Jerônimo Rodrigues

O primeiro mandato de Jerônimo Rodrigues (PT) ficou marcado pelo avanço das chamadas ‘obras estruturantes’, a exemplo do VLT de Salvador, que já teve um dos trechos inaugurado, e da ponte Salvador-Itaparica, que teve suas obras iniciadas com a presença de Lula, no começo de julho.

VLT é uma das apostas de campanha de Jerônimo
VLT é uma das apostas de campanha de Jerônimo | Foto: Shirley Stolze/Ag. A TARDE

Jerônimo também voltou sua gestão para o olhar social, com programas como o Bahia sem Fome e o Pacto pela Vida. O segundo teve a segurança pública, um dos principais desafios do atual governador, como foco.

A segurança pública, hoje vista como um problema de caráter nacional, foi um dos pontos mais explorados pela oposição nos quatro anos de governo estadual.

Saúde e educação também foram temas usados pelos opositores como temas sensíveis para Jerônimo, em contraste com as entregas feitas pelo governador nas áreas citadas, como novos equipamentos e investimentos.

Na combate à violência, por exemplo, os dados apresentados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, em maio deste ano, apontaram uma redução de 23% nos chamados ‘crimes graves contra a vida’ no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação ao mesmo período em 2025.

O mês de abril também foi o menos violento dos últimos 14 anos, ainda de acordo com o balanço divulgado pela SSP.

ACM Neto (União Brasil): herdeiro do Carlismo tenta chegar ao governo

Prefeito de Salvador entre 2013 e 2020, ACM Neto (União Brasil) tenta unir o saudosismo dos eleitores ‘carlistas’, como são conhecidos os simpatizantes do grupo liderado por seu avô, Antônio Carlos Magalhães (m.2007), com a experiência à frente da maior cidade do estado, para chegar ao Palácio de Ondina.

A origem familiar e o início na política

ACM Neto vem da família mais tradicional da política baiana na segunda metade do século XX: os Magalhães, liderados por seu avô, Antônio Carlos Magalhães, que morreu em 2007, enquanto exercia seu segundo mandato como senador da República.

ACM Neto enfrenta novamente Jerônimo Rodrigues
ACM Neto enfrenta novamente Jerônimo Rodrigues | Foto: Olga Leiria/Ag. A TARDE

ACM, como ficou conhecido o político, fincou raízes na política ao ser alçado ao posto de governador da Bahia durante a ditadura militar por duas vezes, quando era filiado ao partido Aliança Renovadora Nacional (Arena), de sustentação do regime.

Antônio Carlos Magalhães foi ministro das Comunicações no governo José Sarney, novamente governador da Bahia, já pelas urnas, entre 1991 e 1994, e presidente do Senado, já na segunda metade dos anos 1990.

Seu sucessor dentro da política era óbvio: Luís Eduardo Magalhães (m.1998), seu filho, deputado federal conhecido por sua habilidade política e capacidade de transitar entre diversos grupos. O plano era fazer de Luís Eduardo governador da Bahia em 1998, ano da traumática e precoce partida do jovem parlamentar.

A mudança de cenário elevou ACM Neto (PFL), sobrinho de Luís Eduardo, ao posto de ‘herdeiro do trono’. Em 2002, em sua primeira eleição para deputado federal, eleito como o mais votado do estado, com 400.275 votos.

Quatro anos depois (2006), na contramão do grupo liderado por seu avô, derrotado nas urnas por Jaques Wagner (PT), ACM Neto foi novamente o deputado federal mais votado da Bahia, mas com uma votação maior: 436.966 votos.

Em 2008, Neto tentou chegar ao executivo soteropolitano pela primeira vez, em uma das disputas mais acirradas da história da capital baiana. Inicialmente líder nos levantamentos de intenção de voto e visto como favorito, o político viu seu capital político se derreter ao longo da campanha, em um cenário de polarização entre o então prefeito João Henrique (PMDB) e o deputado federal Walter Pinheiro (PT).

ACM Neto sequer chegou ao segundo turno, ficando na terceira colocação. João Henrique foi reeleito no embate contra Pinheiro. Dois anos depois, conseguiu ser reeleito deputado federal pela terceira vez, sendo novamente o mais votado, mas desta vez com 328.450 votos, seu pior desempenho.

Em 2012, ACM Neto (DEM) voltou a se candidatar à prefeitura de Salvador, sendo eleito no segundo turno contra Nelson Pelegrino (PT).

Prefeitura de Salvador e liderança nacional

Eleito prefeito de Salvador em 2012, após um duelo acirrado contra o petista Nelson Pelegrino, ACM Neto, agora pelo Democratas, sucessor do Partido da Frente Liberal (PFL), tinha uma missão clara à frente do executivo: liderar um processo de recuperação da cidade, após o segundo mandato de João Henrique, alvo de críticas.

Neto usou a prefeitura de Salvador como vitrine para um salto maior no futuro. Entre os pontos principais da sua gestão, estão a reorganização do Carnaval da capital, recuperando a pré-folia, e o processo de revitalização da orla.

A atração de grandes eventos também se tornou uma marca dos seus mandatos. Seu calcanhar de Aquiles, no entanto, se deu em uma área considerada essencial para a população: o transporte público.

ACM Neto optou pela adoção do sistema de consórcio privado para a administração do Sistema de Transporte Coletivo de Salvador (STCO), em 2014, com três concessionárias: Plataforma, Ótima e Salvador Norte.

O modelo, que previa uma mudança radical no transporte de Salvador, entretanto, mostrou fragilidades no seu processo de condução, precisando, em determinados momentos, da ajuda da gestão municipal para se manter. Em 2020, a Concessionária Salvador Norte (CSN) foi alvo de intervenção, declarando falência no ano seguinte.

Apesar do problema, Neto conseguiu consolidar a posição de liderança política nacional, se tornando presidente do Democratas, participando diretamente das decisões mais importantes do país na segunda metade da década de 2010.

Em 2018, já na metade do segundo mandato, chegou a se colocar como pré-candidato ao governo da Bahia, mas recuou da renúncia e embate contra Rui Costa (PT), indicando José Ronaldo (DEM) para a disputa.

Derrota em 2022 e mudança de rota em 2026

Após os dois mandatos como prefeito de Salvador, ACM Neto se lançou para a disputa pelo governo da Bahia. Tido como favorito em 2022, o ex-prefeito adotou uma série de estratégias que interferiram no resultado final do pleito.

No ano anterior, 2021, ACM Neto foi um dos articuladores da fusão entre Democratas e PSL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. A junção rendeu o União Brasil, partido que já nasceu grande pela quantidade de quadros e pelo robusto fundo eleitoral herdado.

Já candidato ao governo, Neto teve dificuldades para concluir o ‘desenho ideal’ da chapa majoritária. Conseguiu puxar o vice-governador João Leão e seu PP para a oposição, escolhendo o próprio político como candidato ao Senado, o que não foi até o final por questões de saúde.

Na ausência de João Leão, entrou seu filho, o então deputado Cacá Leão, para o posto de candidato ao Senado. A vaga de vice rendeu uma novela à parte até os últimos dias, quando o Republicanos venceu a briga interna e indicou a empresária Ana Coelho para a composição.

ACM Neto busca novamente o governo da Bahia
ACM Neto busca novamente o governo da Bahia | Foto: Rafael Martins | AG. A TARDE

Ao longo da campanha, a condição de franco favorito foi se esvaziando. A posição neutra de ACM Neto na eleição presidencial, na contramão de Jerônimo e João Roma (PL), que escolheram Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), foi apontada como um dos fatores prejudiciais à sua candidatura.

Neto foi ao segundo turno, mas não conseguiu reverter o cenário, sendo derrotado por Jerônimo.

Para 2026, Neto buscou recrutar o senador Angelo Coronel, que fazia parte do PSD, para o bloco de oposição, reatando também os laços com João Roma, outro escolhido para a disputa pelo Senado.

Para a vaga de vice, ACM Neto buscou privilegiar o interior baiano, onde foi derrotado, ao escolher Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, para o posto. Para aceitar a missão, Cocá renunciou ao mandato.

Zé Cocá, ex-prefeito de Jequié, vice de ACM Neto
Zé Cocá, ex-prefeito de Jequié, vice de ACM Neto | Foto: Divulgação | UB

A busca pelo voto no interior se tornou o ‘foco’ da campanha de Neto, que conseguiu votação expressiva em Salvador e Região Metropolitana, mas não repetiu o bom desempenho nos ‘rincões’.

Em conversas recentes com o Grupo A TARDE, aliados de ACM Neto e Zé Cocá afirmaram, sob anonimato, que a estratégia é atrair não somente os prefeitos, mas também lideranças de oposição nos pequenos e médios municípios, conhecidos como ‘banda B’.

Os demais candidatos ao governo da Bahia

Longe dos holofotes, Psol, Democracia Cristã e Unidade Popular terão candidaturas ao governo da Bahia. Os escolhidos para a disputa foram Ronaldo Mansur, José Estevão e Aroldo Félix, respectivamente.

Sem candidatura ao Palácio do Planalto, o Psol aposta no nome de Ronaldo Mansur para manter a posição de independência no cenário político baiano, como tem sido nos últimos pleitos.

Mansur, no entanto, deve apoiar a reeleição do presidente Lula, seguindo a orientação nacional do Psol.

O partido Democracia Cristã voltará a ter um candidato ao governo da Bahia após 20 anos. Para isso, José Estevão precisará resolver um imbróglio interno, que envolve uma queda de braços entre dois grupos da legenda.

José Estevão chegou a ter sua pré-candidatura retirada, mas conseguiu recuperar o controle da sigla e impor seu nome como opção para o executivo estadual.

Aroldo Félix, escolha da Unidade Popular para o governo da Bahia, tentará o executivo estadual pela segunda vez. O político, entretanto, concorreu em outro estado em 2022, quando foi candidato a governador de Sergipe.

Os redutos dos candidatos ao governo da Bahia

Os dois candidatos mais votados em 2022, Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil), que devem repetir o embate no pleito deste ano, tiveram seus votos concentrados em regiões específicas dentro dos chamados 'territórios de identidade', que são 27.

Um relatório recente feito pelo Instituto de Pesquisa e Análise Política (Ipap) aponta a força dos dois players, Jerônimo e ACM Neto, que figuram como protagonistas da disputa eleitoral, no segundo turno de 2022, o primeiro em quase 30 anos.

Enquanto Jerônimo obteve resultados 'avassaladores' em municípios de pequeno (até 20 mil habitantes) e médio porte (entre 20 mil e 100 mil habitantes), ACM Neto consolidou força nas cidades de grande porte, com mais de 100 mil habitantes.

Jerônimo dominou em cidades de pequeno e médio porte, enquanto ACM Neto venceu nos maiores municípios
Jerônimo dominou em cidades de pequeno e médio porte, enquanto ACM Neto venceu nos maiores municípios | Foto: Arte IA | Cássio Moreira AG. A TARDE

Neto, em especial, mostrou maior força na Região Metropolitana de Salvador, seu principal reduto político, enquanto Jerônimo venceu com facilidade nos chamados 'rincões'.

Territórios vencidos por Jerônimo (2º turno)

  • Bacia do Jacuípe (60,9%)
  • Bacia do Paramirim (67,3%)
  • Bacia do Rio Corrente (64,0%)
  • Bacia do Rio Grande (52,3%)
  • Baixo Sul (52,9%)
  • Chapada Diamantina (65,4%)
  • Irecê (67,3%)
  • Itaparica (66,1%)
  • Litoral Norte e Agreste Baiano (56,5%)
  • Médio Rio de Contas (57,7%)
  • Médio Sudoeste da Bahia (52,6%)
  • Piemonte Norte do Itapicuru (55,8%)
  • Piemonte da Diamantina (57,0%)
  • Piemonte do Paraguaçu (59,9%)
  • Recôncavo (54,4%)
  • Semiárido Nordeste II (64,9%)
  • Sertão Produtivo (65,7%)
  • Sertão do São Francisco (62,3%)
  • Sisal (63,6%)
  • Sudoeste Baiano (55,7%)
  • Vale do Jiquiriçá (63,9%)
  • Velho Chico (67,9%)
  • Territórios vencidos por ACM Neto (2º turno)
  • Costa do Descobrimento (52,4%)
  • Extremo Sul (52,8%)
  • Litoral Sul (52,6%)
  • Metropolitano de Salvador (61,3%)
  • Portal do Sertão (51,2%)
Arte mostra regiões em que Jerônimo e ACM Neto venceram em 2022
Arte mostra regiões em que Jerônimo e ACM Neto venceram em 2022 | Foto: Arte IA | Cássio Moreira AG. A TARDE

Quando acontecem as eleições?

Seguindo o calendário da Justiça Eleitoral, o primeiro turno das eleições estaduais ocorre no dia 4 de outubro. Caso haja necessidade de segundo turno entre os dois mais votados, a data escolhida é o dia 25 de outubro.

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