25º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Política

Eita -

Obras irregulares podem ficar sem recursos do Orçamento de 2024

CMO analisou relatório de fiscalização de obras do Tribunal de Contas da União

Da Redação
Da Redação
Deputado federal Daniel almeida coordena o Comitê
Deputado federal Daniel almeida coordena o Comitê |  Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Comissão Mista de Orçamento discutiu em audiência pública nesta terça-feira (28), o caso de cinco obras federais com indícios de irregularidades graves e que podem ficar sem recursos no Orçamento de 2024. O deputado federal Daniel Almeida, que coordena o Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves da CMO conduziu o debate.

O Congresso Nacional avalia as obras com indícios de irregularidades graves apontadas pelo TCU na lei orçamentária em vigor, no projeto do próximo ano e nas decisões mais recentes do tribunal, avaliando o custo-benefício de manter os recursos para essas obras. A primeira análise é feita por um comitê da Comissão Mista de Orçamento.

“O objetivo é sempre haver absoluta lisura na aplicação dos recursos públicos, e visando sempre as metas estruturantes que o país precisa alcançar, jamais tendo como objeto a interrupção de obra. É objetivo sanar problemas e tocar as coisas em frente. Acho que é disso que o Brasil precisa. Esse é o esforço que esta Comissão busca realizar”, afirmou Almeida.

O caso mais crítico é o da nova subida da Serra de Petrópolis na BR-040, no Rio de Janeiro, com indício de sobrepreço. Outra obra que está sendo analisada pelo TCU, mas que ainda não tem decisão final sobre ela, é a do Ramal do Apodi dentro da Transposição do Rio São Francisco. O tribunal aponta uma superestimativa da vazão de água para a demanda apresentada nos projetos. A obra tem previsão de término para outubro de 2025 e está com 25% de execução.

O diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, Oscalmi Freitas, disse que havia uma previsão inicial de vazão de 40 m³, mas que isso foi revisto depois para a metade.

O deputado Daniel Almeida, relator do comitê de obras irregulares, disse que é preciso ter cuidado com as obras relativas ao rio São Francisco para que ele seja preservado. “É natural que cada população de cada uma das regiões tente dimensionar o máximo possível de água que possa chegar ali para irrigação e outros usos. Mas tem que olhar o todo, o contexto geral que o São Francisco se encontra. Tomara que tenhamos agilidade para instalar o Canal do Sertão e tenhamos água para um longo período de abastecimento de todos esses mananciais. Essa é a nossa expectativa. Vamos todos trabalhar por isso”, disse.

O quarto caso analisado pela comissão foi um conjunto de obras de pavimentação subcontratadas pelo Dnocs na Bahia. Como o Dnocs se comprometeu a sanar as irregularidades, o TCU recomendou a continuidade das obras.

Também foi retirada da indicação de bloqueio de recursos as obras de ampliação da capacidade da BR-290, no Rio Grande do Sul. Segundo o TCU, a concessionária questionada não opera mais o trecho e, agora, tem uma dívida com o governo de R$ 200 milhões pelas irregularidades apresentadas.

exclamção leia também