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Novembro Negro: vereador critica falta de representatividade em Salvador

Sílvio Humberto aponta o contexto histórico como reflexo nos dias atuais

Wiliam Falcão
Wiliam Falcão
Vereador Sílvo Humberto durante sessão na Câmara Municipal de Salvador
Vereador Sílvo Humberto durante sessão na Câmara Municipal de Salvador |  Foto: Divulgação

No mês em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, a falta de representatividade em cargos públicos em Salvador é motivo de críticas por parte da classe política.

De acordo com os dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em dezembro do ano passado, 49,1% da população soteropolitana se considera preta. A capital com maior proporção de pessoas negras no Brasil.

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Para o vereador Sílvio Humberto (PSB), o contexto histórico do país ainda reflete nos dias atuais.

Aspas

“Se nós chegamos ao século XXI e essa pergunta [falta espaço para os pretos] se mantém, eu posso dizer que a saída do século XIX do chamado dia seguinte à abolição não trouxe igualdade de oportunidades”,

afirmou Sílvio em entrevista exclusiva ao Portal Massa!.


Mesmo com algumas pessoas negras ocupando cargos na política em Salvador, o edil não considera que seja uma vitória da classe. “Se você olha a cidade de Salvador, você é a maioria e não consegue chegar coletivamente, porque o fato de chegar um ou outro, é um problema quando a maioria não chega”, iniciou.

“Então se você ainda é uma exceção de que você deveria ser a regra, tem uma coisa que vai para além das condições obrigativas, como me disse, é o fato do racismo que estruturasse as relações sociais”, completou o vereador.

Racismo na política

Sílvio também considera que o grande ponto para que Salvador ainda tenha tido um prefeito negro é a forma que o ‘sistema’ se estrutura para chegar ao poder.

“Então o fato de até o momento a gente não ter um prefeito, uma prefeita negra nessa cidade, de uma forma muito resumida é como o racismo se estrutura nessas relações sociais e as relações do poder”, destacou.

Ele também ressaltou que as demandas precisam ser atendidas com mais qualidade para a maior parte dos soteropolitanos

“Quando você olha, por exemplo, para trazer as condições habilitárias, os serviços públicos que são oferecidos à população negra são aquém das suas necessidades”, lamentou Sílvio Humberto.

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