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Atitude nas eleições - 15/11/2022, 14:35 - Da Redação

MPF pede que diretor-geral da PRF seja afastado por 90 dias

Silvinei Vasques também é investigado pela Polícia Federal em inquérito aberto na última semana

Silvinei Vasques ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Anderson Torres
Silvinei Vasques ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Anderson Torres |  Foto: Reprodução Instagram

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF) pediu o imediato afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, por 90 dias. A argumentação do pedido do MPF é de que Silvinei fez uso indevido do cargo durante a campanha eleitoral após ele pedir votos irregularmente para o presidente Jair Bolsonaro (PL). Também foram citadas outras razões para endossar o pedido.

"A vinculação constante de mensagens e falas em eventos oficiais, entrevista a meio de comunicação e rede social privada, mas aberta ao público em geral, tudo facilmente acessível na internet, sempre associando a própria pessoa do requerido à imagem da instituição PRF e concomitantemente à imagem do Chefe do Poder Executivo federal e candidato a reeleição para o mesmo cargo, denotam a intenção clara de promover, ainda que por subterfúgios ou mal disfarçadas sobreposição de imagens, verdadeira propaganda político-partidária e promoção pessoal de autoridade com fins eleitorais", escreveu o Ministério Público.

Na véspera a votação do segundo turno, o diretor da PRF pediu voto para Bolsonaro. No dia seguinte, a PRF fez ações em estradas de todo o Nordeste contrariando determinação da Justiça e dificultando a locomoção de eleitoral. Na região, o presidente eleito Lula leva grande vantagem em relação a Bolsonaro.

A ação é alvo de um inquérito aberto pelo Polícia Federal e Silvinei Vasques é investigado por possíveis crimes de prevaricação e violência política. A investigação, aberta a pedido do MPF, é mantida sob sigilo e será comandada pela superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O diretor-geral da PRF também será investigado por omissão ao não orientar medidas mais eficientes para desobstruir rodovias bloqueadas por atos de caráter golpista após as eleições.

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