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Parte um, pai! - 29/12/2023, 06:20 - Cássio Moreira- Atualizado em 29/12/2023, 08:30

Meio golpe e Bolsonaro off: espie a retrô MASSA! da política

Política nacional foi cheia de babados em 2023

Presidente da República assumiu mandato em janeiro
Presidente da República assumiu mandato em janeiro |  Foto: Ricardo Stuckert/PR

O bolo da política nacional em 2023 veio com recheio de babado e confusão. Muita água rolou desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro deste ano, com direito a tentativa de golpe de Estado e a zorra. Se ligue na retrô do Portal MASSA!.

Lula sobe a rampa

Na tarde do dia 1º de janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 'fez o L' pro Brasil todo e tomou posse para o seu terceiro mandato presidencial. A cerimônia rolou em Brasília, capital federal.

No discurso, Lulinha, que tem Geraldo Alckmin (PSB) como vice no novo mandato, ressaltou a vitória da democracia nas urnas. Antecessor do petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não ficou no Brasil para passar a faixa ao adversário.

"Foi a democracia a grande vitoriosa nesta eleição, superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu; as mais violentas ameaças à liberdade do voto, a mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado", disse Lula, que tomou posse após as ameaças golpistas de apoiadores do ex-presida Bolsonaro.

Junto com Lula, 37 ministros tomaram posse de seus cargos, ainda no primeiro dia do ano.

8 de janeiro

Apesar da posse tranquila, o clima de paz e amor durou apenas uma semana. No domingo seguinte, 8 de janeiro, um grupo formado por mais de 3.000 apoiadores de Bolsonaro, que nem no Brasil estava, resolveu invadir a sede dos Três Poderes, em Brasília, para tomar o poder da mão do presidente recém-eleito.

O atentado resultado na destruição do patrimônio público e em cenas de filme de terror, com gabinetes, salas e objetos valiosos quebrados. Na ocasião, o secretário de Justiça do Distrito Federal, Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro, estava de quebrada nos States.

O episódio culminou na demissão de Torres e no afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) por um prazo de 90 dias. Torres ainda caiu no xilindró assim que pisou no Brasil.

Ao todo, 61 envolvidos na tentativa de golpe foram indiciados após o relatório da CPMI dos Atos Golpistas, com 30 condenados até o momento.

Ainda em janeiro, o governo Lula montou um esquema de guerra para salvar as crianças da etnia indígena Yanomami, após a morte de uma delas. O Ministério da Saúde chegou a decretar situação de emergência.

Minha Casa, Minha Vida

O ano de 2023 também foi marcado pelo retorno do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que havia sido transformado em Casa Verde e Amarela durante o governo Jair Bolsonaro e deixado de funcionar com foco em famílias de renda menor. A primeira entrega aconteceu em solo baiano, na cidade de Santo Amaro, terra de Dona Canô. O presidente Lula deu as caras, assim como uma porrada de ministros.

B.O das joias

Um pouquinho antes de voltar ao Brasil após as 'férias forçadas', o ex-presidente se viu metido numa treta de milhões. Foi descoberto que o ex-cabeça do Planalto teria tentado entrar no Brasil cheio de joias dadas pelo governo saudita. O presentão, que teria sido oferecido para Michelle Bolsonaro, tinha um valor de R$ 16,5 milhões, mas ficou no Aeroporto de Guarulhos desde 2021.

Um dos envolvidos no quiprocó das joias, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi parar em cana em maio, após a Polícia Federal meter três batidinhas na porta em uma operação que investigava uma possível inserção de dados falsos de vacinas contra a Covid-19, incluindo de Bolsonaro, no Ministério da Saúde.

Também em março, mas depois da resenha das joias, Bolsonaro deu fim ao seu período sabático no estrangeiro e voltou ao país.

Dilma no Brics

Alvo de um impeachment em 2016, a ex-presidente Dilma Rousseff foi eleita presida do Novo Banco do Desenvolvimento, chamado por geral de Banco do Brics, em março. A petista tomou posse do órgão em abril, com a presença de Lula, em Xangai, na China. Na ocasião, o cabeça branca do Planalto cumpria agenda no país.

"Assumir a presidência do NBD é, sem dúvida, uma grande oportunidade de fazer mais para os países dos Brics, mas não somente para os seus membros, mas também para os países emergentes e em desenvolvimento", disse Dilma ao discursar.

Bolsonaro inelegível

A saga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continuou ao longo do ano. Após voltar ao Brasil, o antecessor de Lula sofreu o maior baque desde a derrota nas eleições de 2022, se tornando inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), num período de oito anos.

A decisão de cinco votos favoráveis e dois contrários reconheceu a prática de abuso de poder político e uso todo errado da comunicação na reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho do ano passado.

Em outubro, o TSE condenou Bolsonaro novamente por abuso de poder nas comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil. Walter Braga Netto (PL), vice na chapa derrotada de Bolsonaro em 2022, também foi condenado e se tornou inelegível.

Marco Temporal

Esnobado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou o projeto ilegal, o marco temporal das terras indígenas foi aprovado pelo Congresso Nacional em setembro deste ano. O texto defende a demarcação apenas de territórios indígenas que já eram ocupados antes da promulgação da Constituição Federal de 1988.

Em outubro, o presidente Lula decidiu vetar, ao sancionar o projeto, o trecho que versa sobre os territórios aprovados até a promulgação da Constituição. O veto, entretanto, foi derrubado pelo Congresso Nacional já em dezembro.

Fique ligado na parte dois da retrospectiva nacional.

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