
Antes da reciprocidade nas taxas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procura negociar com Donald Trump o tarifaço que o presidente dos Estados Unidos planeja fazer a partir de abril. Lula ameaçou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e sobretaxar os produtos americanos, caso os produtos brasileiros sejam taxados.
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Em entrevista concedida a jornalistas no final de sua visita ao Vietnã, o presidente declarou: “Antes de fazer a briga da reciprocidade e de fazer a briga na Organização Mundial do Comércio, a gente quer gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário para fazer o livre comércio com os Estados Unidos”.
Ao longo da semana, Trump fez diversas declarações sobre as taxas que iria aplicar a diversos setores de importação e países, incluindo o Brasil. Entre as tarifas que começaram a entrar em vigor no dia 2 de Abril, é importante destacar as de 25% para todos os automóveis não fabricados nos EUA.
Apesar do Brasil não exportar os automóveis, as peças avulsas também são incluídas nesta taxa, o que pode gerar um grande impacto na cadeia geral de suprimentos, por conta das taxas de aço e alumínio, também de 25%, que entraram em vigor no dia 12 de março.
“Nós não teremos preocupação de recorrer à OMC, ou, se não for resolvido, temos o direito de impor reciprocidade aos Estados Unidos. É simples assim. Os Estados Unidos não estão sozinhos no planeta terra”, declarou o presidente.
Segundo Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro de Relações Internacionais, Mauro Vieira, reuniões já foram feitas com os representantes do país para discutir as novas taxas impostas sobre importações brasileiras.
“Eu sinceramente não sei o que pode acontecer na economia americana. Não sei se isso vai repercutir na inflação americana, no aumento da taxa de juros”, criticou o presidente em seu discurso final.