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Lula e Flávio Bolsonaro assinam documento para quebra de siligo

PT diz que Flávio aceitou abrir dados de empresa com amigo investigado pela PF; PL espera aval do advogado

Flávio aguarda autorização  do próprio Willer  para fazer quebra de sigilo
Flávio aguarda autorização do próprio Willer para fazer quebra de sigilo |  Foto: Renato Pizzutto/Band

A campanha de Luís Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (22), que Flávio Bolsonaro (PL) topou abrir os dados da empresa que tem em sociedade com o advogado Willer Tomaz, amigo dele e investigado pela Polícia Federal.

A informação foi dada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha petista. Do lado de Flávio, o PL diz que ainda precisa da autorização do próprio Willer para liberar essas informações financeiras.

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Lula e Flávio assinaram um documento, protocolado nesta quinta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autoriza a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares. Na prática, isso significa liberar informações sobre contas, impostos e ligações.

Empresa de Willer foi o ponto de impasse

O principal motivo de divergência no acordo foi a quebra do sigilo das empresas de Willer. Segundo Camilo, a equipe de Flávio resistiu no começo, mas acabou cedendo à exigência da campanha petista.

O documento autoriza o ministro André Mendonça, relator do processo no TSE, a pedir informações sobre a Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira e de propriedade de Willer, que liga o advogado a Flávio. Cabe a Mendonça dar o aval final para a abertura dos sigilos.

"Já está no TSE a autorização para abertura imediata de todos os dados bancários, fiscais e telefônicos do presidente Lula! Agora a gente quer ver o que o Flávio Tesouraço tanto tenta esconder do Brasil", escreveu Camilo nas redes sociais.

Dados devem ficar públicos hoje, diz PT

Ainda de acordo com Camilo, os dados devem ser divulgados para qualquer pessoa em um site definido pela Justiça Eleitoral, a partir das 23h59 desta quinta.

Em outra frente, a Polícia Federal investiga a suspeita de que Flávio seja sócio oculto da Best Bet, casa de apostas online controlada por Willer. Essa empresa não está incluída no acordo.

O que Flávio pediu em troca

Na petição apresentada ao TSE, Flávio condiciona a abertura dos dados a exigências que alcançam tanto os mandatos anteriores de Lula quanto o governo atual. Entre as principais:

  • Assessores próximos: termos de autorização de quebra de sigilo de nomes como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete.
  • Empresas de familiares: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a parentes do presidente, incluindo as do filho Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, o Instituto Lula e a L.I.L.S. Palestras, desde 2003.
  • Caso Master: divulgação completa dos registros de visitantes no Palácio do Planalto e de detalhes da reunião entre Lula e Daniel Vorcaro, em dezembro de 2024.
  • INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, com registros de entradas em palácios e voos na FAB, além da quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
  • Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão da Presidência desde janeiro de 2023 e das agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano de mandato.

Na petição, Flávio afirma que "quem não deve, não recorta" e que o pedido de Lula, feito às vésperas do segundo turno, exige transparência total. Ele também critica o que chama de "factóide" da campanha petista.

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