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Direitos trabalhistas -

Lula cria grupos para discutir propostas para aplicativos e salários

Decretos foram publicados nesta segunda no Diário Oficial da União

Anderson Orrico
Anderson Orrico
Presidente já falou sobre os assuntos em outras oportunidades
Presidente já falou sobre os assuntos em outras oportunidades |  Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert PR

Foram publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º) dois decretos assinados pelo presidente Lula (PT) criando dois grupos dentro do governo para discutir propostas de regulamentação do trabalho por aplicativos e de um plano nacional de igualdade salarial entre mulheres e homens.

O grupo que vai tratar de atividades por aplicativos será vinculado ao Ministério do Trabalho, já o que vai discutir equidade salarial ficará sob responsabilidade do Ministério das Mulheres.

Trabalho por aplicativos

O grupo terá que elaborar uma proposta de regulamentação para trabalhos executados por meio de aplicativos. Entre os setores a serem incluídos estão:

prestação de serviços

transporte de bens

transporte de pessoas

outras atividades

De acordo com o decreto, o grupo terá 45 integrantes.. O governo terá 15 vagas, as centrais sindicais mais 15, e representantes dos empregadores outras 15. Os nomes dos membros ainda não foram divulgados.

O prazo para finalizar as propostas será de 150 dias, prorrogáveis por mais 150 e depois serão enviadas para análise do ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Lula e Marinho reforçam desde o início do governo que é preciso assegurar direitos para os trabalhadores por aplicativos.

Lula já citou o exemplo da Espanha, onde governo, sindicatos e empregadores introduziram, na legislação trabalhista, o reconhecimento como assalariados de entregadores de plataformas.

Igualdade salarial

Também foi criado um grupo de trabalho que discutirá um "Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens". Será levado em consideração a situação de empregados, autônomos e trabalhadores informais em uma série de aspectos:

salário, remuneração e oportunidades de ascensão profissional;

condições e ambiente de trabalho;

divisão da responsabilidade familiar pelo cuidado de crianças, idosos, pessoas com deficiência e pessoas com doenças incapacitantes;

aspectos étnico-raciais;

convenções e outros documentos assinados pelo Brasil no âmbito internacional;

transversalidade do tema da igualdade salarial e laboral.

O colegiado será composto por representantes de oito ministérios, que ainda não foram indicados.

O prazo para conclusão do trabalho é de 180 dias, prorrogáveis por mais 180. Após isso, o colegiado terá mais 30 dias para enviar a proposta à ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Em março, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei de igualdade salarial, para punir as empresas que remuneram menos as mulheres que desempenham a mesma função que os homens. A proposta ainda não foi analisada pelos parlamentares.

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