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Tempo de sobra! - 29/11/2025, 14:30 - Luiz Fábio Almeida/Portal A Tarde

Caso leia "Ainda Estou Aqui", Bolsonaro poderá ter pena reduzida

Programa de remição no DF permite reduzir até 44 dias de pena por ano

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão |  Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros cinco integrantes do chamado "núcleo 1" da trama golpista, detidos no Distrito Federal, têm uma opção incomum para abater parte de suas sentenças: a leitura de livros.

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De acordo com a legislação vigente, o programa de redução de pena por leitura permite que cada preso que aderir voluntariamente tenha a pena reduzida em quatro dias a cada livro comprovadamente lido.

O programa de remição de pena por leitura estabelece regras específicas no Distrito Federal:

➡️ Os presos têm o prazo máximo de 21 dias para concluir a leitura de cada obra;
➡️ Após a leitura, os condenados precisam escrever um relatório sobre o livro no prazo de até dez dias;
➡️ O limite para cada custodiado é de 11 livros por ano, o que significa um total de 44 dias de pena reduzida a cada 12 meses.

Livros proibidos e temas inclusivos

A lista de títulos elegíveis para o programa é elaborada pela Secretaria de Educação do DF, que veta obras com qualquer tipo de violência ou discriminação. Os temas permitidos buscam a reflexão e o debate sobre a sociedade.

Entre os títulos disponíveis na lista estão obras que abordam temas sensíveis e de relevância social, como democracia, ditadura, racismo e questões de gênero:

➡️ Ainda estou aqui – Marcelo Rubens Paiva (2015)
➡️ Pequeno manual antirracista – Djamila Ribeiro (2019)
➡️ Na minha pele – Lázaro Ramos (2017)
➡️ Presos que menstruam – Nana Queiroz (2015)
➡️ Democracia – Philip Bunting (2024)
➡️ 1968: o ano que não terminou – Zuenir Ventura (1988)
➡️ Admirável mundo novo – Aldous Huxley (1932)
➡️ Canção para ninar menino grande – Conceição Evaristo (2018)
➡️Guerra e paz – Liev Tolstói (1869)

Para ter acesso ao benefício, Bolsonaro e os outros presos do núcleo golpista precisam de uma autorização formal do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi o relator do inquérito em que foram condenados.

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