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Investigado - 25/04/2023, 08:00 - Anderson Orrico

Bolsonaro vai depor à PF nesta quarta sobre atos golpistas

Viagem para os EUA será usado como justificativa para se desvincular dos atos

Bolsonaro publicou fake news sobre as eleições dois dias depois dos atos
Bolsonaro publicou fake news sobre as eleições dois dias depois dos atos |  Foto: Marcos Corrêa/PR

Nesta quarta-feira (26), o ex-presida Jair Bolsonaro vai prestar depoimento a Polícia Federal sobre os atos golpistas e a defesa já definiu o que ele precisa falar. Bolsonaro vai dar ênfase ao seu ‘sumiço’ após a derrota, na tentativa de mostrar que nada tem a ver com os ataques do dia 8 de janeiro. As informações são do blog de Bela Megale, do Globo.

O ex-presidente vai dar como justificativa para o desaparecimento a erisipela – infecção cutânea que teve na perna após a eleição e o impedia ate de usar calça. De acordo com pessoas próximas, ele só despachava de shorts e bermuda.

Segundo envolvidos na defesa, ele vai negar qualquer articulação política após a derrota nas urnas para Lula. O ex-mandatário vai usar o seu distanciamento para dizer que não teve nada a ver com as invasões. Ele se mandou em 30 de dezembro para os Estados Unidos, de onde voltou no fim de março.

Sobre ter fica em silêncio sobre a mobilização dos golpistas nos quartéis, Bolsonaro vai falar que como não foi ele quem mobilizou os acampamentos, não tinha porque tentar desmobilizar.

Os recorrentes ataques de Jair Bolsonaro às iurnas também serão temas abordados pelos investigadores. Outro ponto a ser explorado são os contatos de Jair Bolsonaro com o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que era o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 8 de janeiro.

Torres está preso por suspeita de omissão e conivência com os atos golpistas. No dia dos ataques, ele e o ex-presida estavam nos EUA, mas negam ter se encontrado ou tratado do assunto.

Jair Bolsonaro passou a fazer parte da investigação depois de publicar, em uma rede social, um vídeo com fake news sobre as eleições, dois dias após a invasão dos prédios dos Três Poderes. Novamente, o ex-presidente não apresentou provas sobre as acusações que fez.

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