
Augusto Cury (Avante) bateu o martelo e decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O escritor, que terminou a primeira etapa da disputa em terceiro lugar, fechou a aliança nesta quinta-feira (8), após uma conversa de mais de uma hora com o senador por videochamada.
O apoio, porém, não veio de graça politicamente. Cury apresentou uma carta com uma série de compromissos e condicionou sua adesão ao cumprimento das medidas. Flávio concordou com os termos e assinou o documento. Segundo o texto, o acordo não envolve troca de cargos ou vantagens pessoais.
Entre os oito pontos colocados na mesa estão o fim da reeleição para presidente da República, ampliação da educação em tempo integral, valorização dos professores, expansão da telemedicina pelo SUS e ações de proteção às mulheres.
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A lista também prevê incentivo ao cooperativismo, financiamento para microempresas, aumento da produção de alimentos e um compromisso de “pacificação nacional”, com a promessa de governar para brasileiros de diferentes posições políticas.
Mudou de ideia
A decisão representa uma virada no discurso adotado por Cury logo após as urnas fecharem. No domingo (4), o ex-presidenciável afirmou que não apoiaria nem Flávio Bolsonaro nem Lula (PT) e garantiu que ficaria de fora da disputa.
“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno”, declarou na ocasião. Cury também havia afirmado que ninguém estava autorizado a usar seu nome para demonstrar apoio a qualquer um dos dois candidatos.
Quatro dias depois, o cenário mudou. Aliados apontam que pesou na decisão a percepção de que boa parte do eleitorado de Cury deseja uma mudança no comando do país. O escritor obteve 2,89% dos votos válidos no primeiro turno.
Apoios engrossam
Com a chegada de Cury, Flávio Bolsonaro amplia a lista de ex-adversários que passaram para o seu lado após o primeiro turno. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC) também declararam apoio ao candidato do PL.
Cury também era visto como um dos nomes que Lula tentaria atrair nesta segunda etapa da campanha. Agora, o ex-candidato entra oficialmente no palanque de Flávio na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.

