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Mistério -

Tráfico humano? O que se sabe sobre crianças brasileiras desaparecidas

Mãe das crianças Ágatha Isabelly e Allan Michael suspeita de tráfico humano e pede que a Interpol ajude nas investigações

Os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael estão desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026
Os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael estão desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026 |  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

As investigações sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 7 anos, e Allan Michael, de 4 anos, ganharam novos desdobramentos nesta semana, após mãe das crianças pedir que a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) contribua com a apuração do caso. Clarice Cardos acredita que os filhos tenham sido vítimas de tráfico humano, mas esta suspeita não foi confirmada até o momento.

Aguardando por respostas sobre o paradeiro das crianças há cerca de oito meses, a mãe de Ágatha e Allan criou esperanças depois que um grupo de 163 crianças foi resgatado durante uma operação policial na Flórida, nos Estados Unidos, no final do mês passado. Ela achou uma das vítimas parecida com o filho caçula.

Entretanto, de acordo com informações da Polícia Federal (PF) enviadas ao MASSA!, não há brasileiros entre o grupo que foi traficado: "Autoridades americanas já confirmaram que não nenhuma criança brasileira entre as localizadas na operação realizada na Flórida".

Crianças brasileiras podem ser incluídas na Difusão Amarela da Interpol

Acompanhada por sua advogada, Nathaly Moraes, a mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael deu entrada nos protocolos para que as crianças brasileiras sejam incluídas na Difusão Amarela da Interpol. A solicitação será analisada pela PF e poderá ser encaminhada à organização em breve.

🟡 O que é Difusão Amarela? Um mecanismo da Interpol destinado a ajudar na localização de pessoas desaparecidas. Alertas podem ser compartilhados com os países que fazem parte da organização e auxiliar nas buscas.

Caso a Interpol analise a solicitação feita em prol da família dos irmãos brasileiros desaparecidos, a publicação das informações deles em territórios internacionais devem contribuir para o avanço das investigações.

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Nesta semana, Clarice Cardoso já realizou um exame de sangue na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) de São Luís. O material será encaminhado ao Nacional de Criminalística, em Brasília, onde vai ser inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos do país. A partir disso, ele estará disponível para ser usado em comparações genéticas quando necessário, inclusive pela própria Interpol.

O que se sabe sobre o caso até agora?

Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no estado do Maranhão.

Os irmãos saíram para brincar em uma área de mata, na companhia de um primo de 8 anos, antes do desaparecimento. Os três sumiram sem deixar rastros. Porém, no dia 7 de janeiro, apenas o primo das crianças foi localizado.

Segundo o relato do primo, eles queriam buscar frutas e se perderam na região de mata. Ao longo dos primeiros dias, os três tentaram se abrigar em uma cabana abandonada e nas proximidades de uma árvore para aguardar ajuda, mas acabaram se separando posteriormente.

Crianças se perderam na área de mata
Crianças se perderam na área de mata | Foto: Reprodução/TV Globo

Ele foiencontrado por lavradores, sem roupas e com cerca de 10 kg a menos, e precisou ser hospitalizado. Exames negam que o menino tenha sofrido violência sexual. Diversas buscas foram realizadas na localidade, mas não há pistas concretas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael desde então.

Apenas o primo de Ágatha e Allan foi encontrado
Apenas o primo de Ágatha e Allan foi encontrado | Foto: Reprodução/TV Globo

Quando sumiu, Ágatha tinha apenas 6 anos. Ela fez aniversário no dia 09 de agosto, longe da família. A esperança da mãe deles é de que Allan, que completará 5 anos no próximo dia 15 de outubro, já possa celebrar a data em casa junto com a irmã, com vida e saúde.

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