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Pego no pulo - 16/03/2024, 10:05

Tesoureiro do PCC morto em SP era acusado de desviar R$ 5 mi de facção

'Luiz Conta Dinheiro' estava jurado de morte

Da Redação
Da Redação
Luiz trabalhava em uma empresa de transporte da capital paulista
Luiz trabalhava em uma empresa de transporte da capital paulista |  Foto: Reprodução

Luiz dos Santos Rocha, morto com tiros de fuzil em Atibaia, interior de São Paulo, na terça-feira (12), era tido pela polícia como tesoureiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Quando foi preso há cinco anos, ele abriu o jogo e disse que tinha comprado armas ilegais para se proteger dos ‘parças’ porque era acusado de desviar R$ 5 milhões do grupo criminoso.

A empresa de transporte coletivo Imperial, que roda na zona leste de SP e é suspeita de ser utilizada para lavar dinheiro da facção, foi o instrumento usado para o desvio. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Luiz afirmava que ganhava um salário de R$ 1.600 como funcionário, porém gastou mais de R$ 40 mil para comprar um fuzil, uma pisto de 9 milímetros e um revólver.

Quando foi em cana, com armas e drogas em sua casa, a polícia também encontrou diversos celulares e muitas anotações sobre as finanças do PCC. Além disso, os investigadores descobriram a negociação de um ponto de venda de drogas em São Bernardo do Campo, que custou R$ 400 mil.

No período em que estava preso, Luiz foi agraciado com o regime semiaberto, mas em junho de 2023, em uma das suas saídas do Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém I, demorou a retornar porque havia sido vítima de uma tentativa de homicídio, já que estava sendo jurado de morte pelos demais membros do PCC.

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