
William Alves de Oliveira, conhecido como Will Gordo e apontado como traficante do Comando Vermelho (CV), no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, foi preso na tarde de domingo (19), durante uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM). Na ocorrência, também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e munições.
De acordo com a GCM, agentes realizavam rondas na região para coibir furtos e roubos recorrentes contra escolas municipais quando, ao passarem pela Rua Paraná, foram surpreendidos por disparos de arma de fogo efetuados por um grupo de cerca de dez homens.
Ainda segundo a corporação, os guardas buscaram abrigo para escapar do ataque e, em seguida, receberam apoio de guarnições da Polícia Militar (PM) que atuavam na região. Nenhum agente ficou ferido.
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Fuga e reféns
Com a chegada das forças de segurança, os suspeitos fugiram. No entanto, Will Gordo foi interceptado ao entrar em uma residência e, segundo a GCM, tentar fazer moradores reféns.
Durante as buscas no imóvel, os agentes encontraram cerca de dez telefones celulares e dois tablets pertencentes à Prefeitura de Salvador. No momento da abordagem, o suspeito tentou se desfazer de munições, jogando-as no vaso sanitário e acionando a descarga. Os guardas, então, recuperaram o material, apreendendo uma munição de calibre .40 e 11 munições de calibre 9 mm.

A GCM informou ainda que o suspeito resistiu à prisão e entrou em luta corporal com um dos guardas municipais na tentativa de evitar a detenção. O agente sofreu escoriações nos braços durante o confronto.
Após ser contido, Will Gordo foi encaminhado à Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde o caso foi registrado e foram adotadas as medidas cabíveis.
Will na rua
Will Gordo, considerado como importante membro do grupo de Buel, foragido no Rio de Janeiro, já havia sido preso em setembro do ano passado, após fazer quatro pessoas reféns no bairro do Cabula.
Ainda assim, ele foi colocado em liberdade cerca de dois meses depois porque a Justiça entendeu que houve excesso de prazo na conclusão das investigações e no oferecimento da denúncia, tornando ilegal a manutenção da prisão preventiva.
