
Um sargento do Exército Brasileiro foi abordado durante uma blitz na madrugada de segunda-feira (15), em Taguatinga, no Distrito Federal, e encaminhado a uma delegacia após ser flagrado com uma arma que pertenceria ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o agente estava com duas armas: uma institucional e outra sem a documentação exigida. Ele foi levado para a 21ª Delegacia de Polícia e, após prestar depoimento, foi liberado.
Ainda de acordo com a corporação, o sargento estava em um veículo oficial do Exército. Ao ser questionado sobre a documentação de uma das armas, afirmou que não a possuía e que o armamento pertencia a terceiros.
"Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP. A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação", informou a corporação.
Dono
A arma em questão é uma pistola que, segundo o site Metrópoles, pertenceria a Bolsonaro. Conforme o registro da ocorrência, o militar teria afirmado que o armamento era do ex-presidente e que ele integrava o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em depoimento, o sargento também declarou que estava com a pistola para realizar um reparo no percussor e que, após o conserto, a devolveria a Bolsonaro no dia seguinte.
A arma permanece apreendida e a Polícia Civil vai apurar se houve alguma irregularidade relacionada ao transporte e à transferência do armamento.
Condenação
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
