
Uma operação foi realizada combater às facções criminosas também nos presídios. A comunicação entre membros das quadrilhas nas unidades penais se tornou prioridade para as polícias penais de todo o país. Na terça-feira (19), a iniciativa foi deflagrada nas cadeias da Bahia, com a participação de 40 agentes.
Em sua 11ª fase de realização, a operação prioriza unidades prisionais onde a atuação de facções criminosas é mais forte, a partir de critérios estratégicos e de inteligência definidos pelas forças de segurança. O primeiro ponto a ter o cerco reforçado no estado baiano foi o Conjunto Penal de Paulo Afonso.
Para as ações, os agentes contam com tecnologias e equipamentos especializados, como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar.
Além das comunicações, feitas por meio de celulares, radinhos e outros objetos, possíveis rotas de fuga também são analisadas. Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), "a interrupção das comunicações ilícitas impacta diretamente a atuação das organizações criminosas fora dos presídios, contribuindo para a redução de crimes nas ruas".
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Resultado expressivo
Lançada em 2023, as 10 fases anteriores tiveram resultados expressivos, com a retirada de 7.966 aparelhos celulares de dentro das unidades prisionais em todo o país. Ao todo, mais de 38 mil policiais penais participaram das operações e mais de 37 mil celas foram revistadas.
A 1ª fase da Operação Mute na Bahia aconteceu em Salvador, nos dias 23 e 24 de abril, na Penitenciária Lemos Brito (PLB), com atuação conjunta de 50 policiais penais estaduais e policiais penais federais.
