
O advogado Gabriel da Silva Alves, de 31 anos, encontrado morto na zona rural de Xique-Xique, no norte da Bahia, após uma semana desaparecido, não foi vítima de uma crime violento, afirma o delegado Alex Nunes Rocha, Coordenador Regional da 14ª Coorpin em Irecê.
Em entrevista à rádio local Caraíbas FM, o delegado afirmou que, até o momento, os elementos reunidos no inquérito afastam a possibilidade de homicídio. Contudo, a polícia ainda aguarda laudos periciais que devem ajudar a esclarecer oficialmente a causa da morte.
Ainda conforme o delegado, a localização da motocicleta do advogado e a forma como a ocorrência foi inicialmente encontrada chegaram a levantar suspeitas sobre a possibilidade de um crime.
“Sobre a questão de a moto ter sido encontrada de um lado e o corpo do outro, a polícia também já conseguiu chegar a um direcionamento para a ocorrência. Na verdade, aquela cena acaba sendo apresentada por meio de recortes e dá margem a diversas interpretações. De fato, pelas informações iniciais e pela forma como o caso foi divulgado, havia um indicativo de que poderia ter acontecido um crime bárbaro”, afirmou.

Desaparecimento
Gabriel foi visto pela última vez deixando o bar na sede de Xique-Xique, onde bebia com amigos. Ele atendeu a um telefonema e, a bordo de sua motocicleta, deixou o local. Logo em seguida, uma câmera de segurança registrou o momento em que ele passou por uma via rural próxima a algumas casas.
O corpo dele foi encontrado após uma semana de buscas, no dia 29 de agosto, em estado avançado de decomposição. Junto aos restos mortais, foram encontrados documentos pessoais, um aparelho celular e outros pertences.
O último contato feito por Gabriel foi por meio de uma ligação telefônica, durante a qual ele chegou a dizer ao amigo que estava perdido.
Durante as buscas, a motocicleta utilizada pelo advogado foi encontrada em uma área de mata, nas proximidades do aeródromo de Xique-Xique. Óculos e sandálias que pertenciam a ele também foram localizados a cerca de 300 metros da motocicleta.

