
A atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) ganhou destaque em um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos. No documento, o governo norte-americano descreve a facção como a “principal ameaça” à segurança nacional do Brasil e detalha o avanço do grupo em território brasileiro e fora dele.
Segundo o texto, o Brasil ocupa posição estratégica na rota do narcotráfico mundial. “Com uma população de quase 215 milhões de pessoas, o Brasil é o segundo país, atrás dos Estados Unidos, no consumo bruto de cocaína. O Brasil faz fronteira com os três maiores países produtores de cocaína do mundo, servindo como destino e ponto de trânsito para narcóticos traficados ilegalmente”, diz o relatório.
Na sequência, o documento relaciona esse cenário à atuação do grupo, que extrapola as fronteiras nacionais: “As autoridades brasileiras interceptaram carregamentos aéreos e marítimos de cocaína com destino aos Estados Unidos, África e Europa. As organizações transnacionais de tráfico de drogas, especialmente o PCC, representam a principal ameaça à segurança nacional do Brasil”.
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O texto acrescenta ainda dados atribuídos à Polícia Federal: “De acordo com a Polícia Federal (PF), o PCC opera em 22 dos 27 estados brasileiros e está ativo em pelo menos 16 países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos”.
Parceria internacional
O relatório também reúne dados de 2024 sobre apreensões e cooperação bilateral. “Os Estados Unidos trabalham em estreita colaboração com as forças policiais brasileiras para combater o crime organizado transnacional. Em maio [de 2024], agentes da Polícia Federal treinados nos EUA apreenderam aproximadamente 2,2 toneladas de cocaína e 76 quilos de cocaína no estado do Amazonas, a cerca de 320 quilômetros a oeste de sua capital, Manaus – a maior apreensão de cocaína em grande quantidade na história da região amazônica no Brasil”, ressalta o Departamento de Estado.
Além do foco na cocaína, o governo norte-americano menciona iniciativas do Brasil para enfrentar novas drogas sintéticas. Conforme o texto, o país busca “fortalecer a cooperação regional e internacional para detectar e controlar o surgimento de Novas Substâncias Psicoativas (NSP) e expandir seu Sistema Piloto de Alerta Precoce como participante da Coalizão Global para o Combate às Ameaças das Drogas Sintéticas”. As informações são do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles.
