
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) realiza nesta segunda-feira (11) a audiência de instrução e julgamento de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam. O artista responde como réu por dupla tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis.
A sessão, que havia sido adiada em março deste ano, abre oficialmente a fase de instrução no Tribunal do Júri. O andamento do caso ocorre enquanto o artista segue foragido.
Ele voltou a ser considerado procurado após ter a prisão preventiva restabelecida, decisão tomada depois da perda de um habeas corpus por descumprimento de medidas impostas pela Justiça, como o uso correto da tornozeleira eletrônica.
A acusação está ligada a um episódio ocorrido em julho de 2025. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a casa do cantor, no Joá, região do Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um menor de idade.
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Segundo o Ministério Público (MPRJ), durante a ação, Oruam e outras pessoas teriam arremessado pedras contra os policiais, assumindo o risco de matar os agentes. Ele também foi indiciado por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
Nova frente de apuração
Ainda no fim de abril, o nome do rapper voltou às páginas policiais ao ser incluído em uma nova lista de procurados. Desta vez, ele passou a integrar uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção Comando Vermelho (CV).
