
Uma nova etapa da Operação Leakage terminou com uma apreensão de peso nesta quarta-feira (7). Aproximadamente uma tonelada de drogas entre maconha, crack e cocaína, foi encontrada pela Polícia Civil da Bahia dentro de um galpão em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a Polícia Civil, um homem foi preso em flagrante no imóvel onde os entorpecentes estavam armazenados. Todo o material ainda será contabilizado e encaminhado para perícia, responsável pela identificação e quantificação exata das substâncias.
A apreensão faz parte de uma operação de grande porte contra um grupo investigado por transportar, armazenar e distribuir grandes carregamentos de drogas na Bahia. Ao todo, dez pessoas foram presas no estado durante a ação, sendo oito por mandados de prisão preventiva e duas em flagrante.
Além das prisões, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas e Feira de Santana, além de Cascavel, no Paraná. Cerca de 130 policiais participaram da ofensiva.
Em Salvador, as equipes estiveram em bairros como Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas.
Origem no Paraguai
As investigações apontam que o esquema movimentava toneladas de cocaína por mês. De acordo com a Polícia Civil, a droga era adquirida em grandes quantidades no Paraguai e seguia inicialmente para o Paraná.
De lá, os carregamentos seriam transportados para Salvador e outras cidades do interior da Bahia, onde eram armazenados antes de serem distribuídos para diferentes grupos criminosos.
Para tentar despistar as autoridades, os suspeitos utilizariam diversos galpões, imóveis alugados temporariamente e veículos locados. A estratégia, conforme a investigação, dificultava a identificação dos endereços e carros ligados ao esquema.
Durante a operação, os policiais também apreenderam drogas sintéticas, armas de fogo, balanças de precisão, uma máquina de contar dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos.
Quem foi preso
Entre os alvos da operação está Gabriela Costa de Oliveira, apontada pela investigação como uma das chefes locais do grupo. Também foram presos Luís Paulo do Sacramento Palma, apontado como articulador logístico; Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa"; Lucas de Jesus Lima dos Santos, o "PZ"; Luciano Santos da Silva; Adailton Souza dos Santos, conhecido como "Bob"; e Douglas Araújo de Oliveira, o "DG".
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A farmacêutica Malena Santos de Moura também foi presa. Segundo a investigação, ela seria responsável por guardar e comercializar drogas. Malena trabalhava na farmácia do Hospital Irmã Dulce e foi presa ao chegar ao local de trabalho.
Em nota, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) informaram que permanecem à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias.
Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior também foi preso durante a operação. De acordo com a Polícia Civil, ele foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e é apontado como um dos chefes locais do grupo.
R$ 25 milhões na mira da Justiça
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens relacionados aos investigados. Onze veículos também tiveram bloqueios determinados por suspeita de ligação com o transporte e a distribuição das drogas.
As apurações ainda identificaram indícios de que integrantes do grupo poderiam atuar no comércio ilegal de armas de fogo. A Polícia Civil também investiga pessoas e núcleos que teriam surgido a partir da estrutura principal e seriam responsáveis pelo recebimento e distribuição dos entorpecentes em diferentes cidades.
A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e das forças de segurança do Paraná.

